Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
READ-E-BOOK » Научная фантастика » O fim da eternidade [The End of Eternity - pt]
O fim da eternidade [The End of Eternity - pt] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

O fim da eternidade [The End of Eternity - pt]

Электронная книга - «O fim da eternidade [The End of Eternity - pt]». Краткое содержание книги:

Andrew Harlan é um Eterno: membro da classe dominante do futuro. Seu trabalho é viajar pelos séculos monitorando e alterando realidades, corrigindo assim os erros dos homens. A humanidade estava a salvo. Até que Harlan comete o pior dos pecados: apaixona-se. Tido como um de seus melhores trabalhos, este clássico nos mostra mais uma vez por que Asimov é considerado o grande mestre da ficção científica moderna.
1 ... 42 43 44 45 46 47 48 49 50 ... 56
Перейти на страницу:

— Que vestígios. Computador?

O velho rosto perspicaz de Twissell fitou Harlan, suas feições se enrugando. — A intenção era deixar Cooper no Primitivo. Ele está sem a proteção de um escudo envolvente de fisiotempo. Sua vida inteira está entrelaçada na estrutura do Tempo e continuará assim até que eu ou você anule a alteração. Do mesmo modo, o fato de estar entrelaçado na estrutura do Tempo é algum artefato, sinal ou mensagem que ele pode ter deixado para nós. Certamente, deve haver fontes particulares que você usou no estudo do século 20. Documentos, arquivos, filmes, artefatos, obras de referência. Refiro-me a fontes primárias, datando do próprio Tempo.

— Sim.

— E ele as estudou com você?

— Sim.

— E há alguma referência particular que seja a sua preferida, uma com a qual ele soubesse estar você intimamente familiarizado, de modo a reconhecer nela alguma referência dele?

— Entendo onde o senhor quer chegar, é claro — disse Harlan. Ele ficou pensativo.

— Bem? — perguntou Twissell com uma ponta de impaciência.

— Minhas revistas, quase com certeza — disse Harlan. — Revistas eram um fenômeno dos primeiros séculos 20. A revista da qual tenho uma coleção quase completa data do começo do século 20 e continua até o 22.

— Ótimo. Agora, há alguma maneira, você supõe, pela qual pudesse fazer uso dessas revistas para enviar uma mensagem? Lembre-se, ele saberia que você iria ler o periódico, que você estaria familiarizado com ele, que você saberia como procurar.

— Não sei. — Harlan chacoalhou a cabeça. — A revista assumia um estilo artificial. Era seletiva, antes que inclusiva, e totalmente imprevisível. Seria difícil ou mesmo impossível de se incluir em sua impressão alguma coisa que se planejasse ver impresso. Cooper não poderia criar notícias e estar certo de sua publicação. Mesmo que Cooper conseguisse obter uma boa posição no pessoal editorial da revista, o que é bem improvável, ele não poderia ter certeza de que suas palavras exatas passariam pelos vários editores. Não sei, Computador.

— Pelo amor do Tempo, pense! — disse Twissell. — Concentre-se naquelas revistas. Você está no século 20 e é Cooper com sua educação e conhecimento. Você ensinou o rapaz, Harlan. Você moldou seu pensamento. Agora, o que ele faria? Como faria ele para colocar alguma coisa na revista, algo com as palavras exatas que desejasse?

Os olhos de Harlan arregalaram-se. — Um anúncio!

— O quê?

— Uma propaganda! Uma notícia para que eles seriam compelidos a imprimir como pedido. Cooper e eu conversamos a respeito, ocasionalmente.

— Ah, sim. Eles têm essa espécie de coisa no século 186 — disse Twissell.

— Não como no século 20. O século 20 é o máximo nesse assunto. O meio cultural…

— Considerando-se o anúncio, agora — interrompeu Twissell com impaciência — de que tipo seria?

— Desejaria saber.

Twissell fitou a ponta acesa de seu cigarro, como se buscando inspiração. — Ele nada pode dizer diretamente. Ele não pode dizer: “Cooper, do século 78, encalhado no século 20 e chamando a Eternidade…”

— Como pode ter certeza?

— Impossível! Dar ao século 20 informações que sabemos que eles não teriam, seria tão prejudicial ao círculo de Mallansohn quanto uma ação errada de nossa parte. Nós ainda estamos aqui; portanto, durante toda a sua vida na Realidade corrente do Primitivo, ele não fez nenhum mal desse tipo.

— Além do que — disse Harlan, afastando-se da contemplação do raciocínio circular que parecia exigir tão pouco esforço de Twissell — não seria provável que a revista concordasse em publicar algo que lhe parecesse loucura ou que não se pudesse entender. Suspeitaria de fraude ou de alguma forma de ilegalidade e não desejaria se implicar. Portanto, Cooper não poderia usar Intertemporal Padrão na sua mensagem.

— Teria de ser algo sutil — disse Twissell. — Ele teria de usar um modo indireto. Teria de colocar um anúncio que parecesse perfeitamente normal para os homens do Primitivo. Perfeitamente normal! E contudo algo que fosse óbvio para nós, uma vez que saberíamos o que procurar. Muito óbvio. Óbvio a um olhar de relance, porque teria de ser encontrado entre incontáveis itens individuais. De que tamanho você supõe que seria, Harlan? Esses anúncios são caros?

— Bem caros, creio.

— E Cooper tinha de economizar seu dinheiro. Além disso, para evitar o tipo errado de atenção, o anúncio teria de ser pequeno, de qualquer forma. Imagine, Harlan. De que tamanho?

Harlan mostrou com as mãos. — Meia coluna?

— Coluna?

— Elas eram revistas impressas, o senhor sabe. Em papel. com a impressão distribuída em colunas.

— Oh, sim. Parece-me impossível separar literatura e filme, de certa forma… Bem, temos uma primeira aproximação de outro tipo, agora. Devemos procurar um anúncio de meia coluna que nos dará, praticamente à primeira vista, evidências de que o homem que a colocou veio de outro século (do futuro, é claro) e que, contudo, seja um anúncio tão normal que ninguém do século note qualquer coisa de suspeito nele.

— E se eu não o achar? — perguntou Harlan.

— Você achará. A Eternidade existe, não existe? Enquanto ela existir, estaremos no rastro certo. Diga-me: consegue lembrar-se de algum anúncio semelhante em seu trabalho com Cooper? Qualquer coisa que tenha lhe chamado a atenção, mesmo por um momento, por ser estranho, esquisito, incomum, sutilmente errada?

— Não.

— Não quero uma resposta tão rápida. Gaste cinco minutos para pensar.

— Não adianta. Na ocasião em que examinei as revistas com Cooper, ele não havia estado no século 20.

— Por favor, rapaz. Use a cabeça. O fato de mandar Cooper para o século 20 introduziu uma alteração. Não há Mudança; não é uma alteração irrevogável. Mas houve algumas mudanças com “c” minúsculo, ou micromudanças, como normalmente nos referimos a elas nas Computações. No instante em que Cooper foi mandado ao século 20, o anúncio apareceu na edição apropriada da revista. Sua própria Realidade micromudou, no sentido de que você pode ter olhado a página com esse anúncio, ao invés da página sem ele, como você fez na Realidade anterior. Entendeu?

Harlan estava novamente espantado, quase tanto com a facilidade com que Twissell abria caminho através da floresta de lógica temporal, quanto com os “paradoxos” do Tempo. Ele sacudiu a cabeça. — Não me lembro de nada semelhante.

— Bem, então, onde é que você guarda os arquivos daquele periódico?

— Eu fiz uma biblioteca especial na Galeria Dois, usando a prioridade de Cooper.

— Ótimo — disse Twissell. — Vamos lá. Agora! Harlan observou Twissell fitar curiosamente os velhos volumes encadernados da biblioteca e então tirar um. Eram tão velhos que o papel frágil tinha de ser preservados por métodos especiais, e chiou sob o manuseio insuficientemente cuidadoso de Twissell.

Harlan retraiu-se. Em melhores tempos, teria ordenado a Twissell que se afastasse dos livros, embora fosse um Computador Sênior.

O velho examinou as páginas ondulantes e pronunciou silenciosamente as palavras arcaicas. — Este é o inglês de que os lingüistas estão sempre falando, não é? — perguntou ele, dando pancadinhas na página.

— Sim. Inglês — murmurou Harlan.

Twissell recolocou o volume no lugar. — Pesado e desajeitado.

Harlan encolheu os ombros. Para ser certo, a maioria dos séculos da Eternidade eram épocas de filme. Uma respeitável minoria eram épocas de gravação molecular. Contudo, a impressão e papel não eram incomuns.

— Os livros não exigem o mesmo investimento em tecnologia que os filmes — disse ele.

Twissell coçou o queixo. — Tem razão. Vamos começar?

1 ... 42 43 44 45 46 47 48 49 50 ... 56
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)