O fim da eternidade [The End of Eternity - pt]
- Автор: Азимов Айзек
- Год: 1974
- Язык: португальский
- Год: Hemus
- Переводчик: Luiz Carlos Ascencio Nunes
- Жанр: Научная фантастика
Электронная книга - «O fim da eternidade [The End of Eternity - pt]». Краткое содержание книги:
— Um Império Galáctico. Uma verdadeira intensificação do Estado Básico.
— Vocês ainda acusam os Eternos de interferirem…
— Nós os acusamos de interferirem diversas vezes para conservar a humanidade em casa e aprisionada. Nós interferimos uma vez, uma vez, para voltá-la prematuramente ao estudo nuclear, de maneira que ela nunca, nunca, possa estabelecer uma Eternidade.
— Não! — disse Harlan desesperadamente. — Deve haver uma Eternidade.
— Se você preferir. A escolha é sua. Se deseja ter psicopatas ditando o futuro do homem…
— Psicopatas! — explodiu Harlan.
— Eles não são? Você os conhece. Pense!
Harlan fitou-a com violento horror, porém não pôde deixar de pensar. Pensou nos Aprendizes descobrindo a verdade sobre a Eternidade e no Aprendiz Latourette tentando matar-se, como resultado. Latourette tinha sobrevivido para tornar-se um Eterno, não se podia dizer com que cicatrizes na personalidade, ainda ajudando a decidir Realidades alternadas.
Pensou no sistema de classes da Eternidade, na vida anormal que transformava sentimentos de culpa em raiva e ódio contra os Técnicos. Pensou nos Computadores, lutando contra si mesmos, em Finge, conspirando contra Twissell e Twissell espionando Finge. Pensou em Sennor, que combatia sua cabeça calva por combater todos os Eternos.
Pensou em si mesmo.
Então pensou em Twissell, o grande Twissell, também infringindo as leis da Eternidade.
Era como se ele sempre houvesse sabido que a Eternidade era tudo isso. Por que mais deveria ele ter ficado tão ansioso por destrui-la? Porém nunca admitira isso completamente para si mesmo; nunca olhara o assunto claramente até, de súbito, agora.
E ele viu a Eternidade com grande clareza como um antro de psicoses profundas, uma cova retorcida de motivação anormal, uma massa de vidas desesperadas tiradas de contexto brutalmente.
Ele olhou para Noys inexpressivamente.
— Quer ver — disse ela amavelmente. — Venha comigo à entrada da caverna, Andrew?
Ele a seguiu, hipnotizado, intimidado pela integralidade com que havia ganho um novo ponto de vista. Seu revólver abandonou pela primeira vez a linha que o ligava ao coração de Noys.
Os pálidos raios da alvorada acizentavam o céu, e a volumosa caldeira, do lado de fora da caverna, era uma sombra opressiva contra o calor. Seu contorno estava embotado e obscurecido pela película atirada sobre ela.
— Esta é a Terra — disse Noys. — Não a eterna e apenas lar da humanidade, mas apenas um ponto de início de uma aventura infinita. Tudo que você precisa fazer é tomar a decisão. Ela fica a seu critério. Você, eu e o conteúdo desta caverna seremos protegidos por um campo de fisio-tempo contra a Mudança.
Cooper desaparecerá com seu anúncio; a Eternidade se irá e também a Realidade de meu século, mas nós permaneceremos para ter filhos e netos, e a humanidade ficará para alcançar as estrelas.
Ele se voltou para fitá-la, e ela lhe sorria. Era Noys como ela havia sido, com seu próprio coração batendo como costumara bater.
Ele nem mesmo havia notado que tomara sua decisão, até que a tonalidade acinzentada invadiu todo o céu, quando o casco da caldeira não se fez mais sentir em oposição a ele.
Com aquele desaparecimento, ele sabia que, mesmo quando Noys se moveu lentamente em seus braços, viera o fim, o definitivo fim da Eternidade.
— E o começo da Infinidade.