Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
READ-E-BOOK » Классические детективы » Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]
Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]

Электронная книга - «Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]». Краткое содержание книги:

Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]
1 ... 270 271 272 273 274 275 276 277 278 ... 446
Перейти на страницу:

– Sim, estive perseguindo uma Cyclopides. Ela é muito rara e dificilmente é encontrada no fim do outono. Que pena tê-la perdido! Ele falou de modo despreocupado, mas seus pequenos olhos claros viravam incessantemente da moça para mim.

– Vocês se apresentaram por conta própria, posso ver.

– Sim. Eu estava dizendo a sir Henry que era tarde demais para ele ver as verdadeiras belezas do pântano.

– Ora, quem você pensa que ele seja?

– Imagino que deva ser sir Henry Baskerville.

– Não, não – eu disse. – Apenas um humilde plebeu, mas sou amigo dele. Meu nome é dr. Watson.

Uma onda de aflição passou pelo seu rosto expressivo. – Estivemos falando sem nos entender – disse ela.

– Ora, vocês não tiveram muito tempo para falar – comentou o irmão dela com os mesmos olhos perscrutadores.

– Eu falei como se o dr. Watson fosse um residente em vez de ser apenas um visitante – disse ela. – Não deve importar muito para ele se é cedo ou tarde para as orquídeas. Mas o senhor virá, não é, ver a Casa de Merripit?

Uma curta caminhada levou-nos até lá, uma casa desolada do pântano, antigamente a fazenda de algum criador nos velhos tempos de prosperidade, mas agora reformada e transformada numa moradia moderna. Um pomar cercava-a, mas as árvores, como é comum no pântano, eram enfezadas e murchas, e o lugar inteiro tinha um aspecto miserável e melancólico. Fomos recebidos por um estranho empregado velho, mirrado, com um casaco cor de ferrugem que parecia combinar com a casa. Mas dentro, havia salas grandes mobiliadas com uma elegância na qual eu parecia reconhecer o gosto da dama. Quando olhei de suas janelas para o pântano interminável salpicado de granito ondulando sem interrupção até o horizonte mais distante, fiquei maravilhado com aquilo que podia ter trazido este homem de instrução superior e esta mulher linda para morarem num lugar desses.

– Lugar estranho para escolher, não é? – disse ele como se respondesse ao meu pensamento. – E apesar disso, conseguimos nos sentir bastante felizes, não é, Beryl?

– Bastante felizes – disse ela, mas não havia nenhum tom de convicção nas palavras dela.

– Eu tive um colégio – disse Stapleton. – Era no norte do país. O trabalho para um homem do meu temperamento era mecânico e pouco interessante, mas o privilégio de viver com os jovens, de ajudar a moldar aquelas mentes moças e de imprimir nelas o próprio caráter e os ideais da gente, era muito importante para mim. Mas a sorte estava contra nós. Uma grave epidemia assolou o colégio e três dos meninos morreram. Ele nunca se refez do golpe, e grande parte do meu capital foi engolido de modo irrecuperável. E ainda assim, apesar da perda da companhia encantadora dos meninos, eu consegui superar a minha própria infelicidade e me alegrar porque, com o meu gosto pela botânica e pela zoologia, encontro um campo ilimitado de trabalho aqui, e minha irmã é tão dedicada à natureza quanto eu. Tudo isto, dr. Watson, passou na sua cabeça devido à sua expressão quando examinou o pântano da nossa janela.

– Certamente passou pela minha cabeça que isso podia ser um pouco monótono, menos para o senhor, talvez, do que para a sua irmã.

– Não, não, nunca acho monótono – ela disse rapidamente.

– Temos livros, temos os nossos estudos, e temos vizinhos interessantes. O dr. Mortimer é um homem muito instruído em sua própria especialidade. O pobre sir Charles era também um companheiro admirável. Nós o conhecíamos bem e sentimos a sua falta mais do que posso dizer. O senhor acha que seria intromissão minha se eu fosse visitar esta tarde sir Henry para conhecê-lo?

– Estou certo de que ele ficaria encantado.

– Então talvez o senhor mencionasse que pretendo fazer isso. Da nossa maneira humilde, poderemos ajudar a tornar as coisas mais fáceis para ele até se acostumar com o seu novo ambiente. O senhor quer subir, dr. Watson, e examinar a minha coleção de lepidópteros? Acho que é a mais completa do sudoeste da Inglaterra. Quando o senhor tiver terminado de examiná-la, o almoço estará quase pronto.

Mas eu estava ansioso para voltar ao meu posto. A melancolia do pântano, a morte do infeliz pônei, o estranho som que havia sido associado à lenda sinistra dos Baskervilles, todas estas coisas cobriam meus pensamentos de tristeza. Depois, por cima destas impressões mais ou menos vagas, viera o aviso definido e distinto da senhorita Stapleton, dado com tanta seriedade que eu não podia duvidar de que havia algum motivo grave e profundo por trás dele. Resisti a todas as pressões para ficar para o almoço, e iniciei imediatamente a minha viagem de volta, tomando o caminho coberto de relva pelo qual tínhamos vindo.

Mas parece que havia algum atalho para aqueles que o conheciam, porque antes de chegar à estrada, fiquei espantado ao ver a senhorita Stapleton sentada numa pedra ao lado do caminho. Seu rosto estava maravilhosamente corado pelo esforço.

– Vim correndo para alcançá-lo, dr. Watson – disse ela. – Não tive tempo nem de pôr o meu chapéu. Não devo parar, porque o meu irmão pode dar pela minha falta. Eu queria dizer ao senhor que lamento o estúpido engano que cometi pensando que o senhor fosse sir Henry. Por favor esqueça as palavras que eu disse, que não se aplicam ao senhor de modo algum.

– Mas não posso esquecê-las, senhorita Stapleton – eu disse. – Sou amigo de sir Henry, e o seu bem-estar me preocupa muito. Diga-me por que a senhorita estava tão ansiosa para que sir Henry voltasse para Londres.

– Um capricho de mulher, dr. Watson. Quando o senhor me conhecer melhor, compreenderá que nem sempre consigo explicar os motivos das coisas que digo ou faço.

– Não, não. Lembro-me da excitação na sua voz. Lembro-me da expressão dos seus olhos. Por favor, por favor, seja franca comigo, senhorita Stapleton, porque desde que cheguei aqui estou consciente das sombras à minha volta. A vida passou a ser como o grande charco de Grimpen, com pequenos trechos verdes em toda parte nos quais a gente pode se afundar e sem nenhum guia para indicar o caminho. Explique-me, então, o que foi que a senhorita quis dizer, e prometo-lhe transmitir o seu aviso a sir Henry.

Uma expressão de dúvida passou pelo seu rosto, mas seus olhos estavam firmes outra vez quando me respondeu.

– O senhor dá muita importância a isso, dr. Watson – disse ela. – Meu irmão e eu ficamos muito chocados com a morte de sir Charles. Nós o conhecíamos intimamente, porque o seu passeio favorito era pelo pântano até a nossa casa. Ele ficou profundamente impressionado pela maldição que pairava sobre a sua família, e quando ocorreu esta tragédia, eu senti naturalmente que devia haver algum fundamento para os receios que ele havia manifestado. Fiquei aflita, portanto, quando outro membro da família veio morar aqui, e achei que ele devia ser prevenido do perigo que correrá. Isso era tudo que eu queria transmitir.

– Mas qual é o perigo?

– O senhor conhece a história do cão?

– Eu não acredito nessas bobagens.

– Mas eu acredito. Se o senhor tiver qualquer influência sobre sir Henry, afaste-o de um lugar que sempre foi fatal para a sua família. O mundo é grande. Por que ele iria querer morar num lugar perigoso?

– Porque este é o lugar perigoso. Essa é a natureza de sir Henry. Receio que se a senhorita não puder me dar uma informação mais precisa do que esta, será impossível fazê-lo se mudar.

– Eu não posso dizer nada com precisão, porque não sei nada com precisão.

– Eu lhe faria mais uma pergunta, senhorita Stapleton. Se a senhorita não quis dizer mais do que isto quando falou comigo pela primeira vez, por que a senhorita não queria que o seu irmão ouvisse o que disse? Não há nada a que ele, ou qualquer outra pessoa, possa objetar.

– Meu irmão está muito ansioso para que a Mansão seja habitada, porque ele acha que isso é bom para as pessoas pobres do pântano. Ele ficaria com muita raiva se soubesse que eu disse alguma coisa que pudesse induzir sir Henry a ir embora. Mas cumpri o meu dever agora e não direi mais nada. Preciso voltar ou ele dará pela minha falta e desconfiará que falei com o senhor. Adeus! – Ela virou-se, e em poucos minutos havia desaparecido por entre as rochas espalhadas, enquanto eu, com minha alma cheia de vagos receios, segui meu caminho para a Mansão Baskerville.

1 ... 270 271 272 273 274 275 276 277 278 ... 446
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)