Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]
- Автор: Конан Дойл Артур
- Серия: Aventura #14
- Год: 2000
- Язык: португальский
- Жанр: Классические детективы
Электронная книга - «Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]». Краткое содержание книги:
- Acho que podemos dizer com certeza - retorquiu Holmes - que ela está onde está Lorde George. É também certo que, sejam quais forem seus pecados, breve receberão castigo mais que suficiente.
as tiras roxas
- PARA O HOMEM que ama a arte por amor à arte, - observou Sherlock Holmes, jogando de lado o caderno de anúncios do Daily é muitas vezes em sua manifestações menos importantes e mais humildes que encontra o maior prazer. Fico contente de notar, Watson, que você compreendeu isso tão bem que nessas narrativas de nossos casos que você teve a bondade de redigir e, devo acrescentar, algumas vezes embelezar, tem dado destaques não tanto às muitas causes e julgamentos sensacionais em que tomei parte e sim àqueles incidentes que podem ter sido triviais em si mesmos, mas que davam ensejo às faculdades de dedução e síntese lógica que Mo minha especialidade.
- No entanto - respondi, sorrindo - não consigo ser completamente absolvido da acusação de sensacionalismo imputada a meus relatos.
- Errou, talvez, - comentou, pegando uma brasa com a tenaz e acendendo o longo cachimbo de cerejeira que substituía o de barro quando estava em estado de espírito discursivo e não meditativo - errou, talvez, em tentar dar vida e cor a cada uma de suas declarações, em vez de se limitar à tarefa de registrar o raciocínio rígido de causa e efeito, que é realmente o único aspecto notável de tudo isso.
- Parece-me que lhe tenho sempre feito justiça nisso - disse com alguma frieza, pois me sentia repelido pelo egoísmo que mais de uma vez observara como sendo um fator importante no caráter de meu amigo.
- Não, não é egoísmo, nem vaidade - disse, respondendo, como era seu costume, meus pensamentos e não minhas palavras. - Se exijo justiça para com minha arte, é porque é uma coisa impessoal, uma coisa fora de mim mesmo. O crime é comum. A lógica é rara. Portanto, deve enfatizar a lógica e não o crime. Você rebaixou o que deveria ser uma série de conferências para uma série de contos.
Era uma manhã fria no início da primavera e estávamos sentados, após o café da manhã, em frente de um fogo crepitante na lareira da velha sala na Rua Baker. Uma neblina espessa se enrolava entre as casas pardas e as janelas em frente emergiam como manchas escuras e informes das grinaldas amarelas e pesadas. A lâmpada estava acesa e refletia na toalha branca, reluzindo na porcelana e nos metais, pois a mesa ainda estava posta. Sherlock Holmes estivera muito quieto a manhã toda, lendo os anúncios de todos os jornais, até que afinal, desistindo aparentemente da busca, emergira como muito bom humor para me fazer uma preleção sobre minhas falhas literárias.
- Ao mesmo tempo, - comentou, após uma pausa na qual ficou puxando por seu longo cachimbo e olhando o fogo - você não pode ser acusado de sensacionalismo, pois uma grande percentagem desses casos em que você teve a bondade de se interessar não lida com crimes, no sentido estritamente legal. Aquele assunto em que tentei auxiliar o Rei da Boêmia, a experiência singular da Srta. Mary Sutherland, o problema do homem com o lábio torcido e o incidente do nobre solteiro, foram todos assuntos que. estão fora do alcance da lei. Mas ao evitar o sensacional, temo que você tenha caído no trivial.
- No final, talvez tenha sido, - respondi - mas acredito que os métodos são originais e interessantes.
- Bobagem, meu caro amigo, o público, o grande público que nada observa, não sabe distinguir um tecelão pelos seus dentes nem um compositor pelo seu polegar esquerdo e não liga para as nuanças delicadas de análise e dedução! Mas, na verdade, se você é trivial, não posso culpá-lo, pois os dias dos grandes casos já passaram. 0 homem, pelo menos o homem criminoso, perdeu toda a iniciativa e a originalidade. Quanto ao meu negócio particular, parece que está degenerando em uma agência para reaver lápis perdidos e dar conselhos a moças de pensionato. Acho que cheguei ao fundo do barril, entretanto. Esse bilhete que recebi hoje de manhã marca o ponto zero. Leia! - Atirou uma folha de papel amassado para mim.
Vinha de Montague Place, datada da noite anterior, e dizia:
"Caro Sr. Holmes: Estou ansiosa para consultá-lo sobre se devo ou não aceitar uma posição de governanta que me foi oferecida. Irei vê-lo às dez e meia amanhã de manhã, se não for inconveniente. Atenciosamente, VIOLET HUNTER".
- Conhece essa moça? perguntei.
- Não.
- São dez e meia.
- Sim, e não tenho dúvida que é ela que está tocando a campainha.
- Talvez seja mais interessante do que você pensa. Lembre-se que o caso da pedra azul, que parecia ser apenas um capricho à primeira vista, tomou-se uma investigação séria. Esse caso também pode ser assim.
- Espero que sim! Mas as dúvidas muito em breve se dissiparão, pois, se não me engano, aqui está a pessoa em questão.
Enquanto falava, a porta se abrira e entrara uma moça. Estava vestida modestamente mas bem arrumada e tinha um rosto alegre, alerta, cheio de sardas e a maneira enérgica de uma mulher que tem de ganhar a vida.
- Perdoe-me por incomodá-lo, - disse, dirigindo-se a meu companheiro, que se erguera para cumprimentá-la - mas passei por uma experiência muito estranha e como não tenho pais ou parentes a quem posta recorrer, achei que talvez o senhor pudesse ter a bondade de me dizer o que fazer.
- Tenha a bondade de se sentar, Srta. Hunter. Terei muito prazer em fazer o que estiver a meu alcance para ajudá-la.
Vi que Holmes ficara bem impressionado com a maneira e as palavras de sua nova cliente. Examinou-a detalhadamente como era seu costume e se preparou, de olhos fechados, juntando as pontas dos dedos, para ouvir sua história.
- Sou governanta há cinco anos - disse - da família do Coronel Spence Munro, mas há dois meses o Coronel foi transferido Para Halifax na Nova Escócia e levou seus filhos para a América com ele, de modo que fiquei sem emprego. Anunciei nos jornais e respondi a anúncios, mas sem sucesso. Finalmente o pouco dinheiro que economizara tinha quase ido embora e estava desesperada sem saber o que fazer.
- Há uma agência muito conhecida para governantas no West End chamada Westaway e lá ia mais ou menos uma vez por semana para ver se tinha aparecido qualquer coisa que me pudesse servir. Westaway era o nome do dono da agência, mas a gerente era a Srta. Stoper. Ela fica sentada em sua pequena sala e as senhoras que estão procurando emprego esperam em uma ante-sala e entram uma por uma quando ela consulta o livro de registro e vê se tem alguma coisa que possa servir.
- Quando estive lá a semana passada, fui levada à pequena sala, como de costume, mas vi que a Srta. Stoper não estava sozinha. Um homem imensamente gordo com rosto sorridente e papadas enormes que faziam dobras e dobras sobre o pescoço estava sentado a seu lado, com óculos pendurados no nariz, olhando intensamente cada moça que entrava. Quando entrei saltou na cadeira e virou rapidamente para a Srta. Stoper:
- "Essa serve", disse, "não poderia pedir coisa melhor. Excelente! Excelente! " Parecia muito entusiasmado e esfregava as mãos com alegria. Parecia tão satisfeito que era um prazer olhar para ele.
- "Está procurando um lugar, senhorita?" perguntou.
- "Sim, senhor".
- "Como governanta?"
- "Sim, senhor".
- "E quanto quer ganhar?"
- "Ganhava quatro libras por mês com o Coronel Spence Munro".
- "Que absurdo! Exploração... exploração!" exclamou, jogando as
mãos para o ar. "Como se pode oferecer essa miséria para uma moça com