O Ceu estа Caindo [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 2000
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «O Ceu estа Caindo [em Português]». Краткое содержание книги:
Taylor Winthrop foi durante um período presidente da FRA, trabalhando com Victor Booster Se eu fosse você, ficaria o mais longe possível do general Booster.
E em seu encontro com Booster: Vocês, porras de jornalistas, não podem deixar os mortos em paz? O general Booster tinha uma enorme organização secreta para levar a cabo os assassinatos.
E Jack Stone estava tentando protegê-la. Tenha cuidado. Se Victor Booster soubesse apenas que falei com você…
Os espiões da FRA estavam em toda parte e Dana sentiu-se de repente nua.
Sasha Shdanoff deu uma olhada no relógio de pulso.
- É hora de partir. Ainda não sabe como vai fazer para me tirar do país?
- Sim - disse Dana, devagar. - Acho que sei como conseguir isso. Preciso de um pouco de tempo.
Quando o avião tornou a pousar em Moscou, dois carros os esperavam.
Shdanoff entregou-lhe um pedaço de papel.
- Vou ficar com uma amiga nos Apartamentos Chiaka. Ninguém sabe que estou lá. É o que a gente chama de uma “casa segura”. Aqui está o endereço. Não posso voltar para minha casa. Esteja nesse endereço às oito da noite. Preciso conhecer seu plano.
Dana fez que sim com a cabeça.
- Está bem. Tenho de dar um telefonema.
Quando Dana voltou ao vestíbulo do Hotel Soyuz, a mulher atrás do balcão arregalou os olhos. Não a culpo, pensou. Preciso tirar logo esta roupa horrível.
Já no quarto, vestiu suas próprias roupas antes de dar um telefonema.
Rezava, ouvindo-o chamar na outra ponta. Por favor, estejam em casa. Por favor, estejam em casa. Aí ouviu a abençoada voz de Cesar:
- Residência dos Hudsons.
- Cesar, o Sr Hudson está? - Percebeu que prendia a respiração.
- Srta. Evans! Que bom ouvir sua voz. Sim, o Sr Hudson está aqui. Um momento, por favor Dana sentiu o corpo tremer de alívio. Se havia alguém que pudesse ajudá-la a levar Sasha Shdanoff para os Estados Unidos, Roger Hudson era a pessoa capaz de fazê-lo.
Momentos depois, ouvia a voz dele na linha.
- Dana?
- Roger, oh, graças a Deus encontrei você!
- Que foi que houve? Você está bem? Onde está?
- Estou em Moscou. Descobri por que Taylor Winthrop e sua família foram assassinados.
- Como? Meu Deus. Como você…?
- Conto-lhe tudo quando estivermos juntos. Roger, detesto ter de abusar mais uma vez, mas estou com um problema.
Tem uma importante autoridade russa que quer fugir para os Estados Unidos. Chama-se Sasha Shdanoff: Ele corre risco de vida aqui. Sabe as respostas de tudo que aconteceu. Temos de tirá-lo daqui, e rápido! Você pode ajudar?
- Dana, nenhum de nós devia envolver-se numa coisa dessas. Vamos ficar em apuros.
- Temos de aproveitar essa chance. Não temos outra opção. É muito importante. Precisa ser feito.
- Não estou gostando nada dessa história, Dana.
- Lamento arrastá-lo para isso, mas não tenho ninguém mais a quem recorrer - Maldição, eu… - Interrompeu-se. - Está bem. O melhor a fazer agora é levá-lo para a embaixada americana. Ele vai ficar seguro lá até bolarmos um plano de trazê-lo para os Estados Unidos.
- Ele não quer ir para a embaixada. Não confia neles.
- Não tem outro jeito. Vou telefonar para o embaixador numa linha segura e lhe dizer que consiga proteção. Onde Shdanoff está agora?
- Esperando nos Apartamentos Chiaka. Na casa de uma amiga. Vou me encontrar com ele lá.
- Muito bem. Dana, quando você o pegar, vá direto para a embaixada. Não pare em lugar algum no caminho.
Dana sentiu uma onda de alívio.
- Obrigada, Roger. Quer dizer, muito obrigada mesmo.
- Tenha cuidado, Dana.
- Pode deixar - A gente se fala mais tarde.
Obrigada, Roger. Quer dizer, muito obrigada mesmo.
Tenha cuidado, Dana.
Pode deixar.
A gente se fala mais tarde.
Fim da fita.
Às 7:30 da noite, Dana saiu sem ser vista pela entrada de serviço do Hotel Soyuz. Tomou uma viela e foi açoitada pelo vento gelado. Fechou o casacão bem junto de si, mas o vento atingia-Lhe os ossos. Andou dois quarteirões, certificando-se de que não estava sendo seguida. Na primeira esquina movimentada, fez sinal para um táxi e dísse ao motorista o endereço que Sasha Shdanoff tinha lhe dado.
Quinze minutos depois, o táxi parava num prédio de apartamentos sem identificação.
- Eu espero? - perguntou o motorista.
- Não. - Na certa, o comissário Shdanoff teria um carro. Dana tirou alguns dólares da bolsa, estendeu a mão, o motorista grunhiu e pegou todos. Viu-o afastar-se e entrou no prédio. O vestíbulo estava deserto. Ela olhou o pedaço de papel na mão, apartamento 2BE. Aproximou-se de um lance de escada em péssimo estado e subiu para o segundo andar. Ninguém por perto. Um longo corredor diante de si.
Pôs-se a atravessá-lo, devagar, verificando os números nas portas. 5BE… 4BE… 3BE… encontrou a porta do 2BE entreaberta. Ficou tensa. Com cuidado, abriu-a com um empurrão e entrou. O apartamento estava escuro.
- Comissário…? - Esperou. Ninguém respondeu. Comissário Shdanoff? - Um silêncio pesado. Viu um quarto adiante e dirigiu-se para lá. - Comissário ShdanofE? Quando entrou no quarto escuro, tropeçou num objeto volumoso e caiu no chão. Estava deitada em alguma coisa macia e úmida. Cheia de náuseas, esforçou-se para levantar-se.
Apalpou a parede até encontrar um interruptor. Apertou-o e o quarto inundou-se de luz. Dana tinha as mãos cobertas de sangue. No chão, estendia-se o objeto em que tropeçara: o corpo de Sasha Shdanoff. Estava deitado de costas, com o peito ensopado de sangue e a garganta cortada de uma orelha à outra.
Dana gritou. Ao fazer isso, olhou para a cama e viu o corpo ensangüentado de uma mulher de meia-idade com um saco de plástico envolto na cabeça.
Sentiu um arrepio varrê-la da cabeça aos pés.
Histérica, saiu e desceu correndo a escada do prédio.
Parado diante da janela de um apartamento no prédio do outro lado da rua, ele carregava um pente de trinta disparos num fuzil AR 7 com silenciador.
Usava um visor 3-6, aferido para até 65 metros. Movia-se com a graça fácil e calma de um profissional. Era uma tarefa simples. A mulher devia sair do prédio a qualquer minuto. Ele sorriu com a idéia de como ela devia ter entrado em pânico ao encontrar os dois corpos ensangüentados. Agora era a sua vez.
A porta do prédio de apartamentos defronte abriu-se e ele ergueu cuidadosamente o fuzil, apoiando-o no ombro.
Pelo visor, viu o rosto de Dana ao sair correndo para a rua, olhando frenética em volta, tentando decidir que lado tomar. Mirou com extremo cuidado para certificar-se de que ela ficasse no centro exato do visor e apertou delicadamente o gatilho.
Nesse instante, um ônibus parou diante do prédio, e a saraivada de balas atingiu a parte de cima do veículo, arrancando parte do teto. O francoatirador olhou para baixo, incrédulo.
Algumas balas haviam ricocheteado e entrado na alvenaria do prédio, mas o alvo saíra ileso. Pessoas saltavam em debandada do ônibus, aos gritos.
Ele sabia que tinha de dar o fora dali. A mulher corria pela rua. Não se preocupe. Os outros cuidarão dela.
As ruas estavam geladas e o vento uivava, mas Dana nem percebeu.
Achava-se em pânico total. Dois quarteirões adiante, chegou a um hotel e entrou correndo no vestíbulo.
- Telefone? - disse ao recepcionista atrás do balcão.
Ele olhou para as mãos ensangüentadas de Dana e recuou.
- Telefone? - Ela quase gritava.
Nervoso, o recepcionista apontou para uma cabine telefônica num canto do saguão. Dana correu para dentro dela. Da bolsa, tirou um cartão telefônico e, com dedos trêmulos, ligou para a telefonista.
- Quero fazer uma chamada para os Estados Unidos.
- As mãos tremiam. Entre dentes, tiritando, deu à telefonista o número do cartão, o de Roger Hudson, e esperou.
Após o que pareceu uma eternidade, Dana ouviu a voz de Cesar - Residência dos Hudsons.