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O Ceu estа Caindo [em Português]

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O Ceu estа Caindo [em Português]
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Jeff alarmou-se no mesmo instante.

- Que quer dizer com se alguma coisa lhe acontecer?

- Nada. Eu… não posso falar disso agora, mas… tenho certeza que tudo vai acabar bem.

- Dana, não pode deixar que nada lhe aconteça! Preciso de você. Eu te amo mais que qualquer pessoa que já amei em toda a minha vida. Não suportaria perder você.

Rachel ouviu por um momento mais longo, depois voltou em silêncio para o quarto e fechou a porta.

Dana e Jeff continuaram conversando mais uns dez minutos. Quando Dana por fim desligou, sentiu-se melhor. Fico feliz por ter tido uma chance de me despedir. Ergueu os olhos e viu o homem encarando-a. É impossível que um dos homens de Jackstonee tenha chegado tão rápido. Preciso sair daqui. Sentiu o pânico avolumar-se.

O vizinho de Dana bateu na porta de seu apartamento. A Sra.

Daley abriu-a.

- Alô.

- Mantenha Kemal em casa. Vamos precisar dele.

- Vou cuidar disso. - A Sra. Daley fechou a porta e chamou Kemal. - Seu mingau de aveia está quase pronto, querido.

Entrou na cozinha, pegou o mingau no fogão e abriu uma gaveta embaixo no armário cheia de invólucros de drogas rotulados “BuSpar”. Espalhadas no fundo da gaveta, havia dezenas de embalagens vazias. A Sra. Daley abriu dois novos invólucros, hesitou e acrescentou em seguida um terceiro.

Misturou o pó no mingau, polvilhou com um pouco de açúcar e levou-o para a sala de jantar. Kemal saiu do quarto.

- Que bom que veio, meu amor. O mingau está quente.

- Não estou com muita fome.

- Você precisa comer, Kemal. -A voz foi incisiva, de uma maneira que o assustou. - Não quer que a Srta. Dana fique decepcionada com você, quer?

- Não.

- Ótimo. Aposto que pode limpar o prato pela Srta. Dana.

Kemal sentou-se e começou a comer Ele deve dormir por umas seis horas, calculou a Sra. Daley.

Depois vou ver o que querem que eu faça com ele.

Dana disparou pelo aeroporto até passar por uma loja de roupas. Preciso esconder minha identidade. Entrou e olhou em volta.

Tudo parecia normal. Os fregueses ocupavam-se com a compra de artigos e os vendedores cuidavam deles. Nesse momento, Dana olhou para fora da loja e sentiu um arrepio da cabeça aos pés. Dois homens haviam-se colocado em cada lado da entrada. Um deles com um walkie-talkie.

Como descobriram que ela estava em Chicago? Dana tentava controlar o pânico. Virou-se para a vendedora:

- Tem outra saída aqui?

A vendedora balançou a cabeça.

- Lamento, senhorita. Mas é só para funcionários.

Tinha a garganta seca. Deu mais uma olhada nos homens.

Preciso fugir, pensou Dana, desesperada. Tem de haver um jeito.

De repente, pegou um vestido da prateleira e pôs-se a dirigir-se para a entrada.

- Espere aí! - chamou a vendedora. - Não pode…

Dana aproximava-se da porta e os dois homens começaram a avançar em sua direção. Quando ela a cruzou, o sensor da etiqueta do vestido disparou um alarme. Um guarda da loja chegou correndo. Os dois homens se entreolharam e recuaram.

- Só um minuto, senhorita - disse o guarda. - Terá de entrar na loja comigo.

- Por quê? - protestou Dana.

- Porque furto é contra a lei. - O guarda pegou o braço de Dana e puxou-a de volta para dentro da loja. Os homens ficaram do lado de fora, frustrados.

Dana sorriu para o guarda.

- Tudo bem. Reconheço. Eu estava furtando. Leve-me em cana.

Os fregueses começavam a parar para ver o que acontecia.

O gerente aproximou-se correndo.

- Que foi que houve?

- Peguei esta mulher tentando roubar este vestido… - bem, receio que teremos de chamar a polí… - Ele virou-se e reconheceu Dana. - Meu Deus! É Dana Evans.

Sussurros ondularam-se pelo bando de gente cada vez maior.

- É Dana Evans…

- Vemos você no noticiário toda noite…

- Lembra das suas transmissões da guerra…? O gerente disse:

- Mil desculpas, Srta. Evans. É óbvio que deve ter havido um engano.

- Não, não - apressou-se a dizer Dana. - Eu ia furtar mesmo. - Estendeu as mãos. - Podem me prender O gerente sorriu.

- Mas nem em sonho. Pode ficar com o vestido, Srta.

Evans, com os nossos cumprimentos. Muito nos lisonjeia que tenha gostado dele.

Dana arregalou os olhos para ele.

- Não vai me prender?

Ele abriu um sorriso de um lado a outro do rosto.

- Vou-lhe fazer uma proposta. Troco o vestido por um autógrafo. Somos grandes fãs seus.

Uma das mulheres parada ali exclamou:

- Eu também!

- Pode me dar um autógrafo?

Mais pessoas aproximavam-se.

- Olhe! É Dana Evans.

- Pode me dar seu autógrafo, Srta. Evans?

- Meu marido e eu não perdíamos uma só noite quando você estava em Sarajevo.

- Você fez mesmo a guerra parecer viva.

- Eu também gostaria de um autógrafo.

Parada ali, ela sentia o desespero intensificar-se a cada segundo. Os dois homens continuavam lá fora, à espera.

A mente de Dana disparava. Ela virou-se para a multidão e sorriu.

- Já sei o que vou fazer. Vamos lá para fora, no ar livre, que darei um autógrafo a cada um de vocês.

Ouviram-se gritinhos de excitação.

Dana entregou o vestido ao gerente.

- Guarde-o. Obrigada. - Foi avançando para a porta, seguida pelos fãs. Os dois homens do lado de fora recuaram, confusos, quando o bando de gente acotovelou-se perto deles.

Dana virou-se para os fãs:

- Quem é o primeiro? - Todos a comprimiam, estendendo canetas e pedaços de papel.

Diante deles, os homens pareciam sem graça. Enquanto assinava os autógrafos, Dana continuou movendo-se para a saída do terminal. A multidão seguia atrás. Um táxi parou na curva, deixando um passageiro.

Dana virou-se para a multidão.

- Obrigada. Agora tenho de ir embora. - Entrou de um salto no carro e, um instante depois, o táxi desaparecia no tráfego.

Jack Stone falava ao telefone com Roger Hudson.

- Sr Hudson, ela conseguiu escapar da gente, mas…

- Porra! Não quero saber disso. Quero ela fora de cena… já!

- Não se preocupe, senhor. Temos o número da placa. Ela não pode ir muito longe.

- Não me decepcionem mais uma vez. - Roger Hudson bateu-lhe o telefone na cara.

A Carson Pirie Scott be Company, no coração do centro comercial e de diversões de Chicago, estava cheia de compradores. No balcão de lenços de cabeça, uma vendedora terminava de embrulhar um pacote para Dana.

- Vai pagar em dinheiro ou cheque?

- Dinheiro. - Era um absurdo deixar uma pista escrita.

Ela pegou o pacote e já ia quase chegando à saída quando parou, cheia de medo. Viu dois homens diferentes parados diante da porta com walkietalkies.

Olhou para eles, a boca de repente seca. Voltou-se e correu de volta até o balcão.

A vendedora perguntou:

- Precisa de mais alguma coisa, senhorita?

- Não. Eu… - Olhou em volta, desesperada. - Tem outra porta de saída aqui?

- Ah, sim, temos várias entradas.

Não adianta, pensou Dana. Devem estar todas vigiadas. Desta vez, não ia conseguir escapar Reparou numa compradora com um casacão verde surrado, olhando para um lenço num mostruário de vidro.

- Lindos, não? - exclamou Dana.

A mulher sorriu.

- São mesmo.

Os homens do lado de fora olhavam atentos as duas conversando.

Entreolharam-se e encolheram os ombros. Tinham todas as saídas cobertas.

Dentro, Dana dizia:

- Eu gostaria deste casaco que está usando. É da minha cor preferida exata.

- Receio que esta coisa velha esteja muito gasta. O seu é muito bonito.

Os dois homens diante da porta não tiravam os olhos das duas.

- A droga do frio está de rachar - queixou-se um deles.

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