Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
A Tormenta de Espadas - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

A Tormenta de Espadas

Электронная книга - «A Tormenta de Espadas». Краткое содержание книги:

A Tormenta de Espadas
1 ... 4 5 6 7 8 9 10 11 12 ... 330
Перейти на страницу:

Quando o vento mudou, Sor Cleos ajudou a grande garota a içar a vela, um triângulo teso de lona com listras vermelhas e azuis. Cores Tully, que lhes causariam problemas na certa se encontrassem alguma força Lannister no rio, mas era a única vela que possuíam. Brienne pegou a cana do leme. Jaime atirou à água a bolina de bordo, e suas correntes chocalharam quando se moveu. Depois disso, a velocidade aumentou, e a fuga passou a ser favorecida tanto pelo vento como pela corrente do rio.

– Poderíamos poupar algum tempo se me entregasse ao meu pai e não ao meu irmão – apontou.

– As filhas da Senhora Catelyn estão em Porto Real. E ou volto com as meninas ou não volto.

Jaime virou-se para Sor Cleos.

– Primo, empreste-me sua faca.

– Não. – A mulher ficou tensa. – Não o quero armado. – A voz era inflexível como pedra.

Ela tem medo de mim, mesmo acorrentado.

– Cleos, parece que terei de pedir que você raspe meu cabelo. Deixe a barba, mas tire o cabelo da minha cabeça.

– Quer raspar o cabelo por completo? – perguntou Cleos Frey.

– O reino conhece Jaime Lannister como um cavaleiro sem barba e com longos cabelos dourados. Um careca com uma barba amarela e imunda pode passar despercebido. Prefiro não ser reconhecido enquanto estiver acorrentado.

O punhal não estava tão afiado como seria desejável. Cleos cortou os cabelos do primo virilmente, abrindo caminho pelos nós e atirando-os na água. Os caracóis dourados flutuaram na superfície da água, ficando gradualmente para trás. Enquanto os cabelos iam desaparecendo, um piolho arrastou-se descendo por seu pescoço. Jaime apanhou-o e esmagou-o na unha. Sor Cleos tirou outros do couro cabeludo do primo e atirou-os na água. Jaime mergulhou a cabeça no rio e obrigou Sor Cleos a amolar a lâmina antes de deixá-lo raspar os últimos dois centímetros de penugem amarela. Quando terminaram essa parte, apararam-lhe também a barba.

O reflexo na água era de um homem que não conhecia. Não só era calvo, também parecia que tinha envelhecido cinco anos naquela masmorra; seu rosto estava mais magro, com covas debaixo dos olhos e rugas de que não se lembrava. Assim não me pareço muito com Cersei. Ela vai detestar isso.

Por volta do meio-dia, Sor Cleos adormeceu. Seus roncos pareciam patos acasalando. Jaime esticou-se para ver o mundo passando; depois da cela escura, cada rochedo e árvore era uma maravilha.

Algumas choupanas de um só cômodo surgiram e desapareceram, empoleiradas em estacas altas que as faziam assemelhar-se a guindastes. Das pessoas que lá viviam não viram nem sinal. Aves voavam no alto, ou soltavam gritos das árvores que cresciam nas margens, e Jaime vislumbrou peixes prateados cortando a água. Truta Tully, aí está um mau presságio, pensou, até ver outro pior – um dos troncos flutuantes por que passaram revelou ser um homem morto, sem sangue e inchado. Seu manto estava emaranhado nas raízes de uma árvore caída, e a cor era inconfundíveclass="underline" o carmesim de Lannister. Perguntou a si mesmo se o cadáver era de algum conhecido seu.

Os ramos do Tridente eram a forma mais simples de transportar bens e homens pelas terras fluviais. Em tempos de paz, teriam encontrado pescadores em seus esquifes, barcaças de cereais sendo conduzidas corrente abaixo por varas, mercadores que vendiam agulhas e rolos de tecido em lojas flutuantes, talvez até um barco de pantomimeiros alegremente pintado, com velas feitas de remendos de meia centena de cores, subindo o rio de aldeia em aldeia e de castelo em castelo.

Mas a guerra havia cobrado seu preço. Passaram por aldeias mas não viram aldeões. Uma rede vazia, cortada, rasgada e pendurada em árvores era o único sinal de pescadores. Uma jovem que dava de beber ao cavalo afastou-se assim que vislumbrou a vela deles. Mais tarde, passaram por uma dúzia de camponeses que escavavam à sombra do esqueleto de uma torre queimada. Os homens olharam-nos com olhos mortiços e regressaram ao trabalho assim que decidiram que o esquife não constituía ameaça.

O Ramo Vermelho era largo e lento, um rio sinuoso de voltas e curvas, salpicado de minúsculas ilhotas arborizadas e frequentemente atravancado por bancos de areia e obstáculos submersos que espreitavam logo abaixo da superfície da água. Mas Brienne parecia ter olho bom para os perigos, e sempre encontrava o canal. Quando Jaime a elogiou por seu conhecimento do rio, ela olhou-o com suspeita e disse:

– Não conheço o rio. Tarth é uma ilha. Aprendi a manejar remos e velas antes de subir em um cavalo.

Sor Cleos sentou-se e esfregou os olhos.

– Deuses, meus braços estão doloridos. Espero que o vento dure. – Farejou-o – Sinto cheiro de chuva.

Jaime acolheria com agrado uma boa chuvarada. As masmorras de Correrrio não eram o lugar mais limpo dos Sete Reinos. Agora devia estar cheirando como um queijo curado demais.

Cleos semicerrou os olhos para a jusante.

– Fumaça.

Um fino dedo cinzento chamava-os, mais adiante. Erguia-se da margem sul, a vários quilômetros de distância, retorcendo-se e enrolando-se. Por baixo, Jaime distinguiu os restos fumegantes de um grande edifício, e um carvalho perenifólio cheio de mulheres mortas.

Os corvos mal tinham começado a atacar os cadáveres. As cordas finas abriam sulcos profundos na pele suave de suas gargantas, e quando o vento soprava, elas viravam e oscilavam.

– Isso não foi cavalheiresco – disse Brienne quando se aproximaram o suficiente para ver com clareza. – Nenhum cavaleiro de verdade perdoaria uma carnificina tão cruel.

– Os verdadeiros cavaleiros veem coisas piores sempre que partem para a guerra, garota – disse Jaime. – E, sim, fazem coisas piores.

Brienne virou o leme para a margem.

– Não deixarei inocentes como comida para corvos.

– Uma garota sem coração. Os corvos também precisam comer. Fique no rio e deixe os mortos em paz, mulher.

Atracaram antes do local onde o grande carvalho se inclinava sobre a água. Enquanto Brienne baixava a vela, Jaime pulou para fora do barco, desajeitado devido às correntes. O Ramo Vermelho encheu suas botas e empapou seus calções esfarrapados. Rindo, ajoelhou-se, mergulhou a cabeça na água e ergueu-se, ensopado e pingando. Tinha as mãos cheias de sujeira seca, e depois de esfregá-las na corrente, pareceram-lhe mais magras e mais pálidas do que se lembrava delas. Sentiu também as pernas tesas e pouco firmes quando apoiou nelas seu peso. Passei tempo demais na maldita masmorra de Hoster Tully.

Brienne e Cleos arrastaram o esquife para a margem. Os cadáveres pendiam sobre suas cabeças, amadurecendo na morte como frutos fétidos.

– Um de nós terá de cortar aquelas cordas – disse a mulher.

– Eu subo – Jaime moveu-se para a terra, tilintando. – Basta que tire estas correntes de mim.

A garota estava fitando uma das mortas. Jaime aproximou-se com seus pequenos e hesitantes passinhos, a única forma que a corrente permitia. Quando viu a tosca tabuleta pendurada no pescoço do cadáver mais alto, sorriu.

Deitaram-se com Leões – leu. – Oh, sim, mulher, isso foi muito pouco cavalheiresco... mas, foi feito pelo seu lado, e não pelo meu. Pergunto-me quem seriam estas mulheres.

– Garotas de taverna – disse Sor Cleos Frey. – Isto era uma estalagem, recordo agora. Alguns homens de minha escolta passaram a noite aqui quando voltamos a Correrrio. – Nada restava do edifício além das fundações de pedra e de um emaranhado de vigas caídas e negras de carvão. Ainda saía fumaça das cinzas.

1 ... 4 5 6 7 8 9 10 11 12 ... 330
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)