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O Plano Perfeito [em Português]

Электронная книга - «O Plano Perfeito [em Português]». Краткое содержание книги:

Para Oliver Russell, não existe prazer que se compare à sensação de poder. Mas quando chegar à Presidência dos Estados Unidos, saberá que poucas coisas podem ser mais devastadoras para as suas ambições políticas que o desejo de vingança de uma mulher traída. 'O plano perfeito' narra a história de paixão, poder, traição e desforra envolvendo a publicitária Leslie Stewart e Russell, que a abandonara para se casar às escondidas com a filha de um senador influente do Kentucky, estado pelo qual se candidatou ao governo.
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Federal. Barbara Gatlin disse:

- Pedi que viessem aqui porque preciso do conselho de vocês. Para ser franca, não sei o que fazer. Temos uma situação singular. Frank Lonergan era um repórter do Washington Tribune. Quando foi morto, ele se encontrava no meio de uma investigação sobre o assassinato de Chloe Houston. Vou ler o texto que a polícia encontrou num disquete no carro de Lonergan.

Ela olhou para as folhas em sua mão e começou a ler, em voz alta:

- "Tenho motivos para acreditar que o presidente dos Estados Unidos cometeu pelo menos um assassinato e está envolvido em mais quatro..."

- O quê? - murmurou Scott Brandon, atordoado.

Deixe-me continuar.

Ela recomeçou a ler:

- "Obtive as seguintes informações de várias fontes. Leslie Stewart, a proprietária e editora do Washington Tribune, está disposta a jurar que uma ocasião Oliver Russell tentou persuadi-la a tomar uma droga ilegal chamada ecstasy líquido. Quando Oliver Russell era candidato a governador do Kentucky, Lisa Burnette, uma secretária que trabalhava no legislativo estadual, ameaçou processá-lo por assédio sexual. Russell disse a um colega que teria de conversar com ela. No dia seguinte, o corpo de Lisa Burnette foi encontrado no rio Kentucky. Ela morreu de uma overdose de ecstasy líquido. A secretária do então governador Oliver Russell, Miriam Friedland, foi encontrada inconsciente num banco de parque durante a madrugada. Estava em coma induzido por ecstasy líquido. A polícia esperava que ela recuperasse os sentidos para descobrir quem lhe dera a droga. Oliver Russell telefonou para o hospital e sugeriu que desligassem os aparelhos que a mantinham viva. Miriam Friedland morreu sem sair do coma. Chloe Houston foi morta por uma overdose de ecstasy líquido. Descobri que na noite de sua morte foi dado um telefonema do hotel para a Casa Branca. Procurei os registros telefônicos do hotel, mas a página para esse dia fora arrancada. Fui informado de que o presidente se encontrava numa reunião naquela noite, mas descobri que a reunião fora cancelada. Ninguém sabe do paradeiro do presidente naquela noite. Paul Yerby foi detido como suspeito do assassinato de Chloe Houston. O capitão Miller informou à Casa Branca onde Yerby se achava detido. Na manhã seguinte, Yerby foi encontrado enforcado em sua cela. Ele teria se enforcado com seu cinto, mas quando procurei seus pertences pessoais na delegacia encontrei o cinto, intacto. Através de um amigo no FBI, descobri que uma carta de chantagem foi enviada à Casa Branca. O presidente Russell pediu ao FBI que verificasse as impressões digitais na carta. A maior parte do texto fora coberta por tinta branca, mas o FBI foi capaz de decifrá-la com a ajuda de um infrascópio. As impressões digitais na carta pertenciam a Carl Gorman, um recepcionista no Monroe Arms Hotel, provavelmente o único que poderia conhecer a identidade da pessoa que reservou a suíte em que a moça foi morta. Ele viajara para um hotel de pesca, mas seu nome fora revelado à Casa Branca. Quando cheguei lá, descobri que Gorman morrera no que parecia ter sido um acidente. Há ligações demais para que essas mortes sejam apenas coincidência. Vou continuar na investigação, mas devo confessar que estou com medo. Pelo menos registrei tudo isto, caso algo venha a me acontecer. Mais depois."

- Oh, Deus! - exclamou James Frisch.

- Isso... é horrível!

- Não posso acreditar.

Barbara Gatlin declarou:

- Lonergan acreditava, e é bem provável que tenha sido morto para se impedir que as informações vazassem.

- O que faremos agora? - perguntou Graves, o presidente do Supremo Tribunal.

- Como perguntar ao presidente dos Estados Unidos se ele matou meia dúzia de pessoas?

- É uma boa pergunta. Vamos promover seu impeachment? Prendê-lo? Jogá-lo na cadeia?

- Antes de fazermos qualquer coisa - disse Gatlin -, acho que devemos apresentar este texto ao próprio presidente e lhe dar uma oportunidade de se explicar.

Houve murmúrios de concordância.

- Enquanto isso, mandarei preparar um mandado para a prisão dele. Devemos estar preparados para tudo.

Um dos homens na sala estava pensando: Tenho de informar Peter Tager.

Peter Tager largou o telefone e continuou sentado, em silêncio, pensando no que acabara de ouvir. Levantou-se, atravessou o corredor até a sala de Deborah Kanner.

- Preciso falar com o presidente.

- Ele está numa reunião. Se puder...

- Tenho de falar com ele agora, Deborah. É urgente. Ela reconheceu a expressão de Tager.

- Está bem.

Ela pegou o telefone e apertou um botão.

- Lamento interrompê-lo, sr. presidente, mas o sr. Tager está aqui e disse que precisa vê-lo. - Ela escutou por um momento. - Obrigada.

Deborah Kanner desligou, virou-se para Tager e avisou:

- Cinco minutos.

Cinco minutos depois, Peter Tager estava a sós com o presidente Russell no Salão Oval.

- O que é tão importante, Peter?

Tager respirou fundo.

- A procuradora-geral e o FBI acham que você está envolvido em seis assassinatos.

Oliver sorriu.

- Isso é alguma espécie de piada...

- Acha mesmo? Pois eles estão vindo para cá agora. Acreditam que você matou Chloe Houston...

Oliver empalideceu.

- O quê?

- Sei que é um absurdo. Pelo que disseram, todas as provas são circunstanciais. Tenho certeza de que poderá explicar onde estava na noite em que a moça morreu.

Oliver ficou calado. Peter Tager esperou.

- Pode explicar, não é, Oliver?

Oliver engoliu em seco.

- Não, não posso.

- Mas tem de explicar!

- Peter, preciso ficar a sós...

Peter Tager foi falar com o senador Davis no Capitólio.

- O que é tão urgente, Peter?

- É... é sobre o presidente.

- O que aconteceu?

- A procuradora-geral e o FBI acham que Oliver é um assassino.

O senador Davis fitou aturdido.

- Mas que história é essa?

Tager relatou tudo. Quando ele acabou, o senador Davis murmurou:

- Mas que filho da puta idiota! Sabe o que isso significa?

- Sim, senhor. Significa que Oliver..

- Oliver que se foda. Passei anos para pô-lo no lugar onde o quero. Não me importa o que aconteça com ele. Estou no controle agora, Peter. Tenho o poder. Não vou permitir que a estupidez de Oliver o tire de mim. Não vou permitir que ninguém o tire de mim!

- Não sei como pode...

- Não disse que todas as provas são circunstanciais?

- Isso mesmo. Fui informado de que não existe nenhuma prova concreta. Mas ele não tem um álibi.

- Onde o presidente está neste momento?

- No Salão Oval.

- Pois tenho boas notícias para ele - anunciou o senador Todd Davis.

O senador Davis sentou-se diante de Oliver no Salão Oval.

- Estive ouvindo algumas coisas surpreendentes, Oliver. Um absurdo, é claro. Não sei é como alguém poderia pensar que você...

- Eu também não. Não fiz nada de errado, Todd.

- Tenho certeza de que não fez. Mas e se por acaso se espalhar a notícia de que você sequer foi suspeito de crimes tão horríveis... pode compreender como isso afetaria o cargo, não é mesmo?

- Claro, mas...

- Você é importante demais para deixar que uma coisa assim aconteça. Este gabinete controla o mundo, Oliver. Não vai querer renunciar a isto.

- Não sou culpado de nada, Todd.

- Mas eles acham que você é. Fui informado que não tem álibi para a noite em que Chloe Houston foi assassinada. É verdade?

Houve um momento de silêncio.

- É, sim.

O senador Davis sorriu.

- O que aconteceu com a sua memória, filho? Esteve comigo naquela noite. Passamos a noite toda juntos.

Oliver fitou-o nos olhos, confuso.

- Como?

- Isso mesmo que você ouviu. Sou seu álibi. Ninguém vai questionar minha palavra. Mas ninguém mesmo. Vou salvá-lo, Oliver.

Houve um longo silêncio.

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