O Plano Perfeito [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1997
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «O Plano Perfeito [em Português]». Краткое содержание книги:
- Quem é?
- Uma encomenda de Leslie Stewart. Ela obteve novas informações.
Ele abriu a porta. Viu um brilho de metal, uma dor insuportável dilacerou seu peito. E depois o nada.
A sala de estar de Frank Lonergan dava a impressão de que fora atingida por um furacão em miniatura. Todas as gavetas e armários haviam sido abertos, o conteúdo espalhava-se pelo chão.
Nick Reese observou o corpo de Frank Lonergan sendo removido. Virou-se para o detetive Steve Brown.
- Algum sinal da arma do crime?
- Não.
- Já falou com os vizinhos?
- Já. O prédio é um zoológico, cheio de macacos. Não veja, não ouça, não fale.
Nada. A sra. Lonergan está voltando para a cidade. Soube da notícia pelo rádio.
Houve outros assaltos na área durante os últimos seis meses e...
- Não sei se foi um assalto.
- Como assim?
- Lonergan esteve na delegacia no outro dia para recolher os pertences de Paul Yerby. Eu gostaria de saber em que reportagem ele trabalhava. Não há papéis nas gavetas?
- Não.
- Nem anotações?
- Nada.
- Portanto, ou ele era muito meticuloso, ou alguém se deu ao trabalho de levar tudo.
Reese foi até a escrivaninha. Um cabo pendia ali, sem estar ligado a nada. Reese levantou-o.
- O que é isto?
O detetive Brown adiantou-se para olhar.
- É um cabo de um computador. Devia haver um aqui. Isso significa que pode haver backups em algum lugar.
- Levaram o computador, mas Lonergan pode ter guardado uma cópia de seus arquivos. Vamos procurar.
Encontraram o disquete de backup numa pasta no carro de Lonergan. Reese entregou a Brown.
- Leve à delegacia. Deve haver uma senha de entrada. Peça a Chris Colby para dar uma olhada. Ele é o nosso perito.
A porta da frente do apartamento foi aberta e Rita Lonergan entrou. Estava pálida e transtornada. Parou ao ver os homens.
- Sra. Lonergan?
- Quem são ... ?
- Detetive Nick Reese. Homicídios. E este é o detetive Brown.
Ela olhou ao redor.
- Onde ... ?
- Tivemos de remover o corpo de seu marido, sra. Lonergan.
Lamento profundamente. Sei que é um momento horrível, mas preciso fazer algumas perguntas.
Ela fitou-o, e de repente o medo povoou seus olhos. Era a última reação que Reese esperava. De que ela tinha medo?
- Seu marido trabalhava numa reportagem especial, não é mesmo?
Estou investigando um caso que vai abalar uma porção de gente... e nos mais altos níveis. È a reportagem mais emocionante que já fiz.
- Sra. Lonergan?
- Eu... não sei de nada.
- Sabe qual era o assunto da reportagem?
- Não. Frank nunca conversava comigo sobre seu trabalho.
Era evidente que ela mentia.
- Não tem idéia de quem poderia tê-lo matado?
Rita Lonergan olhou ao redor, para as gavetas e armários abertos.
- Há... deve ter sido um assaltante.
O detetive Reese e o detetive Brown trocaram um olhar.
- Se não se importam, eu... gostaria de ficar sozinha. Foi um choque terrível.
- Claro. Há alguma coisa que possamos fazer para ajudá-la?
- Não. Apenas... apenas saiam, por favor.
- Voltaremos depois - prometeu Nick Reese.
Ao chegar à delegacia, o detetive Reese telefonou para Matt Baker.
- Estou investigando o assassinato de Frank Lonergan - disse ele. - Pode me informar sobre a reportagem em que ele trabalhava?
- Posso, sim. Frank investigava a morte de Chloe Houston.
- Entendo. Ele já tinha apresentado alguma matéria?
- Não. Esperávamos pelo texto quando... - Matt não continuou.
- Certo. Obrigado, sr. Baker.
- Se descobrir alguma coisa, pode me informar?
- Será o primeiro a saber - garantiu Reese.
Na manhã seguinte, Dana Evans entrou na sala de Tom Hawkins.
- Quero fazer a reportagem sobre a morte de Frank. Gostaria de falar com a viúva.
- Boa idéia. Designarei uma equipe para acompanhá-la.
Ao final da tarde, Dana e sua equipe pararam diante do prédio de apartamentos em que Frank Lonergan residia. Com a equipe a segui-la, Dana foi tocar a campainha do apartamento. Era o tipo de entrevista que Dana receava. Já era bastante horrível mostrar na televisão as vítimas de crimes violentos, mas se intrometer na dor das famílias desoladas parecia-lhe ainda pior. A porta foi aberta e Rita Lonergan apareceu.
- O que vocês ... ?
- Lamento incomodá-la, sra. Lonergan. Sou Dana Evans, da WTE. Gostaríamos que nos falasse sobre sua reação ao...
Rita Lonergan ficou imóvel por um momento, e depois gritou:
- Assassinos!
Ela virou-se e correu para dentro do apartamento. Dana olhou para o câmera, chocada.
- Espere aqui.
Dana entrou e foi encontrar Rita Lonergan no quarto.
- Sra. Lonergan...
- Saia daqui! Vocês mataram meu marido!
Dana ficou perplexa.
- Como assim?
- Deram ao Frank uma missão tão perigosa que ele me obrigou a deixar a cidade porque... porque temia por minha vida.
Dana fitou-a, consternada.
- Mas... que reportagem era essa em que ele trabalhava?
- Frank não quis me contar. - Ela fazia um esforço para conter a histeria. - Disse que era... perigosa demais. Uma coisa grande. Falou sobre o Prêmio Pulitzer e...
Rita Lonergan começou a chorar. Dana adiantou-se e abraçou-a.
- Sinto muito. Ele falou mais alguma coisa?
- Não. Apenas disse que eu precisava deixar a cidade e me levou à estação ferroviária. Ia conversar com algum... algum empregado de hotel.
- Onde?
- No Monroe Arms.
- Não sei por que está aqui, srta. Evans - protestou Jeremy Robinson.
- Lonergan prometeu que não haveria publicidade sobre o hotel, se eu cooperasse.
- Sr. Robinson, o sr. Lonergan está morto. Tudo o que quero é algumas informações.
Jeremy Robinson sacudiu a cabeça.
- Não sei de nada...
- O que disse ao sr. Lonergan?
Robinson suspirou.
- Ele pediu o endereço de Carl Gorman, meu recepcionista. E eu dei.
- O sr. Lonergan foi procurá-lo?
- Não tenho a menor idéia.
- Eu gostaria que me desse esse endereço.
Jeremy fitou-a em silêncio por um momento, tornou a suspirar.
- Está bem. Ele morava com a irmã.
Um instante depois, Dana tinha o endereço. Robinson observou-a deixar o hotel, depois pegou o telefone e ligou para a Casa Branca. E se perguntou por que eles se mostravam tão interessados pelo caso.
Chris Colby, o perito em computador do departamento, entrou na sala do detetive Reese segurando um disquete. Quase tremia de excitação.
- O que conseguiu? - perguntou Reese.
Chris Colby respirou fundo.
- Isto vai deixá-lo espantado. Aqui tem uma cópia impressa do que há no disquete.
O detetive Reese começou a ler e uma expressão de incredulidade se estampou em seu rosto.
- Santa Mãe de Deus! - exclamou ele.
- Tenho de mostrar isto ao capitão Miller.
Quando o capitão Otto Miller acabou de ler a cópia impressa, levantou os olhos para o detetive Reese.
- Eu... nunca vi nada igual.
- Nunca houve nada igual - declarou Reese.
- O que fazemos com isso?
O capitão Miller respondeu em voz pausada:
- Acho que devemos entregar este material à procuradora-geral dos Estados Unidos.
Estavam reunidos na sala de Barbara Gatlin, a procuradora-geral. Participavam da reunião Scott Brandon, diretor do FBI, Dean Bergstrom, chefe de polícia de Washington, James Frisch, diretor da CIA, e Edgar Graves, presidente do Supremo Tribunal