Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]
- Автор: Конан Дойл Артур
- Серия: Aventura #14
- Год: 2000
- Язык: португальский
- Жанр: Классические детективы
Электронная книга - «Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]». Краткое содержание книги:
– No momento ele está sendo procurado em Leicester, Nottinghan, Southampton, Derby, East Ham, Richmond e em outros 14 lugares. Em três deles, East Ham, Leicester e Liverpool, há uma acusação formal contra ele e, na verdade, ele já foi preso. Parece que o país está cheio de fugitivos com sobretudos amarelos.
– Puxa! – disse Holmes, de modo simpático. – Agora, sr. Mac e sr. White Mason,
eu gostaria de lhes dar um conselho muito sério. Quando entrei nesse caso com os senhores, disse, como devem se lembrar, que eu não lhes apresentaria teorias que não estivessem totalmente provadas. Ao contrário, eu iria guardando tudo e trabalhando por minha conta até me convencer de que minhas teorias estavam certas. Por esse motivo não estou lhes dizendo agora tudo que tenho em mente. Por outro lado, eu disse que os ajudaria e não acho que seja ajudá-los permitir que os senhores desperdicem suas energias num trabalho inútil. Por isso vim aqui para aconselhá-los. E meu conselho se resume nestas palavras: abandonem o caso.
MacDonald e White Mason olharam com perplexidade para o colega famoso.
– O senhor o considera sem solução? – exclamou o inspetor.
– Acho que este caso que os senhores estão tentando resolver é sem solução. Não considero sem solução chegar à verdade.
– Mas esse ciclista. Ele não é uma invenção. Temos a descrição dele, sua valise, sua bicicleta. Esse sujeito deve estar em algum lugar. Por que não haveríamos de pegá-lo?
– Sim, sim. Não há dúvida de que ele está em algum lugar, e não há dúvida de que vamos pegá-lo. Mas não acho que os senhores devam perder seu tempo em East Ham ou Liverpool. Tenho certeza de que podemos chegar ao resultado final de um modo mais direto.
– O senhor está escondendo alguma coisa. Não é justo da sua parte, sr. Holmes. – O inspetor estava aborrecido.
– O senhor conhece os meus métodos de trabalho, sr. Mac. Mas vou esconder essas coisas pelo menor tempo possível. Quero apenas verificar certos detalhes, o que pode ser feito prontamente, depois me despeço e volto para Londres, deixando minhas condenações inteiramente à sua disposição. Eu tenho muita consideração pelo senhor para agir de outro modo, pois em toda a minha experiência não me lembro de nenhum caso mais estranho e interessante.
– Não entendo, sr. Holmes. Nós o encontramos ontem à noite quando voltamos de Tunbridge Wells, e o senhor concordou com os resultados a que chegamos. O que aconteceu desde então para que o senhor tenha uma idéia completamente diferente sobre o caso?
– Já que o senhor me pergunta, eu passei algumas horas, como disse que ia fazer, na Casa Senhorial ontem à noite.
– Sim, e o que aconteceu?
– Ah, só posso lhe responder de um modo bastante genérico por enquanto. A propósito, estive lendo uma história curta, mas muito clara e interessante, sobre aquela velha construção, vendida pela modesta soma de 1 pêni pelo negociante de fumo local. – Holmes puxou do bolso do colete um pequeno pedaço de papel com um esboço da Casa Senhorial. – O interesse por uma investigação aumenta, meu caro sr. Mac, quando se tem afinidade com a ambientação histórica do lugar. Não fique tão impaciente, pois lhe garanto que mesmo uma descrição tão resumida como esta lança um pouco de luz sobre o passado. Permita-me dar-lhe uma prova disso. “Mandada erigir no quinto ano do reinado de James I, e localizada no sítio de uma construção muito mais antiga, a Casa Senhorial de Birlstone apresenta um dos melhores exemplos ainda existentes de residência com fosso da época daquele governante...”
– O senhor está nos fazendo de bobos, sr. Holmes.
– Ora, sr. Mac! É a primeira demonstração da irritação que percebo no senhor. Bem, não vou ler isso aqui na íntegra, já que o senhor reagiu desse modo. Mas quando eu lhe disser que há um relato da tomada do lugar por um coronel do Parlamento, em 1644, do fato de Charles ter se escondido lá durante vários dias durante a Guerra Civil e, finalmente, da visita que o segundo George fez à casa, o senhor irá admitir que há várias associações de interesse ligadas a esta casa antiga.
– Não duvido, sr. Holmes. Mas isso não é assunto nosso.
– Não é? Não é? Mente aberta, meu caro sr. Mac, é uma das coisas essenciais em nossa profissão. A integração de idéias e os usos indiretos do conhecimento são de grande interesse. Desculpe essas observações de alguém que, embora um simples conhecedor do crime, é mais velho e talvez mais experiente que o senhor.
– Sou o primeiro a admitir isso – disse o detetive com veemência.
– Bem, bem. Vou deixar a História de lado e voltar aos fatos atuais. Estive ontem à noite, como já disse, na Casa Senhorial. Não vi nem o sr. Barker nem a sra. Douglas. Não vi necessidade de perturbá-los, mas gostei de saber que a senhora aparentemente não estava abatida e que havia jantado muito bem. Minha visita foi especialmente ao bondoso sr. Ames, com quem troquei algumas amabilidades, que culminaram com a permissão dele, sem consultar ninguém mais, para que eu ficasse sozinho no escritório durante algum tempo.
– O quê! Puxa! – eu exclamei.
– Não, não. Está tudo em ordem agora. O senhor havia dado permissão para isso, sr. Mac, segundo fui informado. O lugar estava com sua arrumação normal e ali passei um quarto de hora que valeu a pena.
– O que o senhor fez?
– Bem, para não fazer mistério de algo tão simples, eu estava à procura do halter que desapareceu. Isso sempre significou muito para mim na avaliação do caso. Acabei encontrando.
– Onde?
– Ah! Aqui chegamos ao limiar do inexplorado. Deixe-me avançar um pouco mais, só um pouco mais, e prometo que contarei tudo que sei.
– Bem, somos obrigados a aceitar suas condições – disse o inspetor. – Mas nos dizer para abandonar o caso... Por quê, em nome de Deus, deveríamos abandonar o caso?
– Pelo simples motivo, meu caro sr. MacDonald, de que o senhor ainda não tem a menor idéia do que está investigando.
– Estamos investigando o assassinato do sr. John Douglas, de Birlstone.
– Sim, sim. Está bem. Mas não se preocupe em seguir o misterioso cavalheiro da bicicleta. Eu lhe garanto que isso não o ajudará.
– Então o que o senhor nos sugere fazer?
– Eu lhe direi exatamente o que fazer, se o senhor fizer o que eu disser.
– Bem, tenho de admitir que sempre achei que o senhor tinha razão, mesmo com suas maneiras estranhas de trabalhar. Farei o que o senhor disser.
– E o sr. White Mason?
O detetive do interior olhou desalentadamente de um para o outro. Holmes e seus métodos eram novos para ele.
– Bem, se é bom para o inspetor, é bom para mim – ele disse finalmente.
– Ótimo! – disse Holmes. – Bem, então recomendo que os dois façam uma bela caminhada pelo campo. Dizem que a vista de Birlstone Ridge sobre Weald é notável. Poderiam almoçar em alguma estalagem agradável. Mas como não conheço nada por aqui, não vou fazer nenhuma indicação. À noite, cansados mas felizes...
– Olha, isso está virando piada! – exclamou MacDonald, levantando-se furioso de sua cadeira.
– Está bem. Passem o dia como quiserem – disse Holmes, batendo-lhe no ombro. – Façam o que quiserem e vão aonde desejarem, mas encontrem-se comigo aqui antes de escurecer, sem falta. Sem falta, sr. MacDonald.
– Isso parece mais sensato.
– Era excelente a idéia que eu dei, mas não insisto, desde que o senhor esteja aqui quando eu precisar. Mas agora, antes de nos separarmos, quero que o senhor escreva um bilhete para o sr. Barker.
– Sim.
– Vou ditar, se o senhor preferir. Pronto?
– “Prezado Senhor, lamento que tenhamos de esvaziar o fosso, na esperança de encontrar algo...”
– É impossível – disse o inspetor. – Eu investiguei.
– Ora, meu caro senhor! Por favor, faça o que lhe peço.
– “... na esperança de encontrar algo que possa ajudar em nossas investigações. Acertei tudo e os operários chegarão aí amanhã cedo...”