A Tormenta de Espadas
- Автор: Мартин Джордж Рэймонд Ричард
- Год: 2006
- Язык: португальский
- Год: Leya
- ISBN: 9788580442625
- Переводчик: Jorge Candeias
- Жанр: Прочая древняя литература
Электронная книга - «A Tormenta de Espadas». Краткое содержание книги:
– Sor Robert... Stone. Já morreu, senhor.
– Com certeza. – Supunha que Sor Robert Stone podia ter sido algum bastardo vindo do Vale, que tivesse andado vendendo a espada nas Terras Disputadas. Por outro lado, podia não ser mais do que um nome que Sor Osmund montou a partir de um rei morto e de uma muralha de castelo. Em que Cersei estava pensando quando deu a este aí um manto branco?
Pelo menos Kettleblack provavelmente saberia como usar uma espada e um escudo. Os mercenários raramente eram os mais honrosos dos homens, mas tinham de possuir certa perícia com as armas para continuarem vivos.
– Muito bem, sor – disse Jaime. – Pode ir.
O sorriso do homem voltou. Saiu se pavoneando.
– Sor Meryn. – Jaime sorriu ao azedo cavaleiro de cabelos cor de ferrugem e olheiras sob os olhos. – Ouvi dizer que Joffrey o usou para castigar Sansa Stark. – Virou o Livro Branco com uma mão só. – Tome, mostre-me onde está escrito nos nossos votos que juramos espancar mulheres e crianças.
– Fiz o que Sua Graça me ordenou. Juramos obedecer.
– De hoje em diante, irá moderar essa obediência. Minha irmã é rainha regente. Meu pai é Mão do Rei. Eu sou Senhor Comandante da Guarda Real. Obedeça a nós. A mais ninguém.
Sor Meryn fez uma expressão obstinada.
– Está me dizendo para não obedecer ao rei?
– O rei tem oito anos. Nosso primeiro dever é protegê-lo, o que inclui protegê-lo de si mesmo. Use essa coisa feia que mantém dentro do elmo. Se Tommen quiser que sele o cavalo dele, obedeça. Se lhe disser para matar o cavalo, venha conversar comigo.
– Sim. Às suas ordens, senhor.
– Dispensado. – Enquanto ele saía, Jaime virou-se para Sor Balon Swann. – Sor Balon, vi-o tomar parte em justas muitas vezes, e lutei quer com você, quer contra você em lutas corpo a corpo. Disseram-me que demonstrou cem vezes o seu valor na Batalha da Água Negra. A Guarda Real é honrada por sua presença.
– A honra é minha, senhor. – Sor Balon parecia desconfiado.
– Existe apenas uma questão que gostaria de lhe colocar. Serviu-nos com lealdade, é certo... mas Varys disse-me que seu irmão acompanhou Renly e depois Stannis, enquanto o senhor seu pai decidiu não convocar os vassalos e permaneceu atrás das muralhas de Pedrelmo durante toda a guerra.
– Meu pai é um homem idoso, senhor. Já passou há muito os quarenta anos. Os dias de suas batalhas terminaram.
– E o seu irmão?
– Donnel foi ferido na batalha e rendeu-se a Sor Elwood Harte. Foi depois resgatado e jurou lealdade ao Rei Joffrey, tal como muitos outros cativos.
– É verdade – disse Jaime. – Mesmo assim... Renly, Stannis, Joffrey, Tommen... como foi que ele conseguiu deixar de lado Balon Greyjoy e Robb Stark? Podia ter sido o primeiro cavaleiro no reino a jurar lealdade a todos os seis reis.
O incômodo de Sor Balon era evidente.
– Donnel errou, mas agora é de Tommen. Dou-lhe a minha palavra.
– Não é Sor Donnel, o Constante, que me preocupa. É você. – Jaime inclinou-se para a frente. – O que fará se o bravo Sor Donnel entregar a sua espada a outro usurpador, e um dia invadir a sala do trono? E aí está você, todo de branco, entre o seu rei e o seu sangue. O que fará?
– Eu... senhor, isso nunca acontecerá.
– Aconteceu a mim – disse Jaime.
Swann limpou a testa com a manga de sua túnica branca.
– Não tem resposta?
– Senhor. – Sor Balon ficou em pé. – Pela minha espada, pela minha honra, pelo nome de meu pai, juro... não farei o que o senhor fez.
Jaime riu.
– Ótimo. Volte aos seus deveres... e diga a Sor Donnel para acrescentar um cata-vento ao seu escudo.
E então ficou sozinho com o Cavaleiro das Flores.
Esguio como uma espada, ágil e em forma, Sor Loras Tyrell usava uma túnica de linho branca como a neve e calções brancos de lã, com um cinto dourado em volta da cintura e uma rosa de ouro prendendo seu manto de seda fina. Os cabelos eram um suave desarranjo castanho, e os olhos eram também castanhos, e brilhantes de insolência. Ele acredita que isso é um torneio e que acabaram de anunciar a sua justa.
– Dezessete anos, e um cavaleiro da Guarda Real – disse Jaime. – Deve se sentir orgulhoso. Príncipe Aemon, o Cavaleiro do Dragão, tinha dezessete anos quando foi nomeado. Sabia disso?
– Sim, senhor.
– E sabia que eu tinha quinze?
– Isso também, senhor. – E sorriu.
Jaime odiou aquele sorriso.
– Eu era melhor do que você, Sor Loras. Era maior, era mais forte e era mais rápido.
– E agora é mais velho – disse o rapaz. – Senhor.
Teve de rir. Isso é absurdo demais. Tyrion riria de mim sem dó se me ouvisse agora, comparando o pinto com este rapazinho verde.
– Mais velho e mais sábio, sor. Devia aprender comigo.
– Tal como você aprendeu com Sor Boros e Sor Meryn?
Aquela flecha aproximou-se demais do alvo.
– Aprendi com Touro Branco e Barristan, o Ousado – disse bruscamente Jaime. – Aprendi com Sor Arthur Dayne, a Espada da Manhã, que conseguiria matar vocês cinco com a mão esquerda enquanto mijava com a direita. Aprendi com o Príncipe Lewyn de Dorne, com Sor Oswell Whent e Sor Jonothor Darry, todos eles homens bons.
– Todos eles homens mortos.
Ele sou eu, compreendeu Jaime subitamente. Estou falando comigo mesmo tal como era, cheio de uma arrogância convencida e de cavalaria sem base. Isso é o que acontece quando se é bom demais e novo demais.
Assim como na esgrima, às vezes é melhor experimentar um golpe diferente.
– Dizem que lutou magnificamente na batalha... quase tão bem quanto o fantasma de Lorde Renly ao seu lado. Um Irmão Juramentado não tem segredos para com o Senhor Comandante. Diga-me, sor. Quem estava usando a armadura de Renly?
Por um momento Loras Tyrell pareceu poder recusar-se a responder, mas por fim lembrou-se de seus votos.
– Meu irmão – disse, de mau humor. – Renly era mais alto do que eu, e mais largo de peito. A armadura dele ficava folgada em mim, mas servia bem a Garlan.
– A mascarada foi ideia sua ou dele?
– Foi Lorde Mindinho quem a sugeriu. Ele disse que assustaria os ignorantes homens de armas de Stannis.
– E assustou-os. E também alguns cavaleiros e fidalgos. Bem, deu aos cantores algo para inspirar rimas, suponho que isso não deva ser desprezado. O que fez com Renly?
– Enterrei-o com minhas próprias mãos, num lugar que me mostrou um dia quando eu era escudeiro em Ponta Tempestade. Nunca ninguém o encontrará lá para perturbar o seu descanso. – Olhou para Jaime em desafio. – Protegerei o Rei Tommen com todas as minhas forças, juro. Darei a minha vida pela dele se for necessário. Mas nunca trairei Renly por palavras ou por atos. Ele era o rei que devia ter sido. Era o melhor de todos.
O mais bem vestido, talvez, pensou Jaime, mas por uma vez não o disse. A arrogância tinha saído de Sor Loras no momento em que começara a falar de Renly. Ele respondeu honestamente. É orgulhoso, imprudente e cheio de mijo, mas não é falso. Ainda não.
– Como queira. Mais uma coisa e poderá voltar aos seus deveres.
– Sim, senhor?
– Ainda tenho Brienne de Tarth numa cela de torre.
A boca do rapaz endureceu.
– Uma cela negra seria melhor.
– Está certo de que é isso que ela merece?
– Ela merece a morte. Eu disse a Renly que uma mulher não tinha lugar na Guarda Arco-Íris. Ela ganhou o corpo a corpo com um truque.
– Acho que me recordo de um outro cavaleiro que gostava de truques. Uma vez montou uma égua no cio contra um oponente montado num garanhão de mau temperamento. Que tipo de truque usou Brienne?
Sor Loras corou.
– Ela saltou... não importa. Ganhou, concedo-lhe isso. Sua Graça pôs um manto arco-íris em seus ombros. E ela matou-o. Ou deixou-o morrer.