Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
A Tormenta de Espadas - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

A Tormenta de Espadas

Электронная книга - «A Tormenta de Espadas». Краткое содержание книги:

A Tormenta de Espadas
1 ... 22 23 24 25 26 27 28 29 30 ... 330
Перейти на страницу:

– Isso fará com que soe melhor?

– Não.

– Nesse caso, fique sobre seus pés. Não queremos que seu chapéu caia. Se bem me lembro, você nunca lava o cabelo.

– Às suas ordens, senhora. – O Abetouro fez uma profunda reverência, soltou um gigantesco arroto, e então endireitou-se, espetou a barriga e berrou: – Havia um urso, um urso, um URSO! Preto e castanho e coberto de pelo…

A Senhora Olenna inclinou-se para a frente.

– Quando eu era uma garota mais nova do que você, já era bem sabido que na Fortaleza Vermelha as paredes têm ouvidos. Bem, ficarão entretidos com uma canção e, enquanto isso, nós, as meninas, falaremos livremente.

– Mas – disse Sansa – Varys… ele sabe, ele sempre…

Cante mais alto! – gritou a Rainha dos Espinhos ao Abetouro. – Estes velhos ouvidos estão quase surdos, sabe? Está sussurrando para mim, bobo gordo? Não lhe pago por sussurros. Cante!

– … O URSO! – trovejou o Abetouro, fazendo ecoar a sua sonora e profunda voz nas vigas do teto. – OH, VEM, DISSERAM, OH, VEM AO CONCURSO! CONCURSO? DISSE ELE, MAS EU SOU UM URSO! PRETO E CASTANHO E COBERTO DE PELO!

A encarquilhada velha senhora sorriu.

– Em Jardim de Cima temos muitas aranhas entre as flores. Desde que guardem as coisas para si, deixamos que teçam as suas pequenas teias, mas quando se põem debaixo de nossos pés, pisamos nelas. – Deu palmadinhas nas costas da mão de Sansa. – Agora, filha, a verdade. Que tipo de homem é esse Joffrey, que chama a si mesmo Baratheon, mas parece tão Lannister?

– E DAQUI PARA LÁ AO LONGO DO PERCURSO. PERCURSO! PERCURSO! TRÊS MOÇOS, UM BODE E UMA DANÇA DE URSO!

Sansa sentia-se como se o coração estivesse preso em sua garganta. A Rainha dos Espinhos estava tão perto dela que conseguia sentir seu mau hálito. Os dedos descarnados e esguios da velha beliscavam seu pulso. Do outro lado, Margaery também estava à escuta. Um arrepio percorreu-a.

– Um monstro – segredou, com uma voz tão trêmula que quase não conseguiu ouvir a si mesma. – Joffrey é um monstro. Mentiu a respeito do filho do carniceiro e obrigou meu pai a matar a minha loba. Quando lhe desagrado, manda a Guarda Real bater em mim. É mau e cruel, senhora, é a verdade. E a rainha também.

A Senhora Olenna Tyrell e a neta trocaram olhares.

– Ah – disse a velha –, isso é uma pena.

Oh, deuses, pensou Sansa, horrorizada. Se Margaery não se casar com ele, Joff saberá que a culpa é minha.

– Por favor – suplicou –, não impeça o casamento...

– Não tenha medo, Lorde Peixe-Balão está determinado a que Margaery seja rainha. E a palavra de um Tyrell vale mais do que todo o ouro de Rochedo Casterly. Pelo menos era assim na minha época. Seja como for, agradecemos pela verdade, filha.

– … DANÇOU E GIROU ATÉ CHEGAR AO CONCURSO! CONCURSO! CONCURSO! – o Abetouro saltava, rugia e batia os pés.

– Sansa, gostaria de visitar Jardim de Cima? – quando Margaery Tyrell sorria, parecia-se muito com o irmão Loras. – Todas as flores do outono estão em botão nesta época, e há bosques e fontes, pátios cheios de sombras, colunatas de mármore. O senhor meu pai sempre mantém cantores na corte, melhores do que o Abinho aqui, e também flautistas, rabequeiros e harpistas. Temos os melhores cavalos e barcos de lazer para viajar ao longo do Vago. Você pratica falcoaria, Sansa?

– Um pouco – admitiu.

OH, E ELA ERA DOCE E PURA E BELA! A DONZELA COM MEL NOS CABELOS!

– Vai gostar tanto de Jardim de Cima quanto eu, sei que sim. – Margaery empurrou para trás uma madeixa solta dos cabelos de Sansa. – Assim que vir o castelo, nunca mais vai querer partir. E talvez não tenha que fazer isso.

CABELOS! CABELOS! A DONZELA COM MEL NOS CABELOS!

– Chiu, filha – disse a Rainha dos Espinhos em tom penetrante. – Sansa nem sequer nos disse que gostaria de ir até lá como visita.

– Ah, mas gostaria – disse Sansa. Jardim de Cima parecia ser o lugar com que sempre sonhara, como a bela corte mágica que um dia esperara encontrar em Porto Real.

– … CHEIROU O ODOR NO AR DE VERÃO. O URSO! O URSO! PRETO E CASTANHO E COBERTO DE PELO.

– Mas a rainha – prosseguiu Sansa –, ela não me deixará ir...

– Deixará. Sem Jardim de Cima, os Lannister não têm esperança de manter Joffrey no trono. Se o meu filho, o lorde idiota, pedir, ela não terá outra escolha a não ser conceder-lhe o pedido.

– Ele faria isso? – perguntou Sansa. – Ele pedirá?

A Senhora Olenna franziu a testa.

– Não vejo necessidade de lhe dar outra escolha. Claro, ele não faz a mínima ideia de nosso verdadeiro propósito.

CHEIROU O ODOR NO AR DE VERÃO!

Sansa franziu a testa.

– O nosso verdadeiro propósito, senhora?

FUNGOU E RUGIU E CHEIROU-O, BABÃO! MEL NO AR DE VERÃO!

– Tratar de casá-la em segurança, filha – disse a velha, enquanto o Abetouro berrava a velhíssima canção –, com o meu neto.

Casar com Sor Loras, oh... A respiração de Sansa ficou presa na garganta. Lembrou-se de Sor Loras em sua cintilante armadura de safiras, atirando-lhe uma rosa. Sor Loras vestido de seda branca, tão puro, inocente e belo. As covinhas nos cantos da boca quando sorria. A doçura de seu riso, o calor de sua mão. Só podia imaginar o que seria tirar sua túnica e acariciar a pele suave, ficar nas pontas dos pés e beijá-lo, correr os dedos por aqueles espessos caracóis castanhos e afogar-se em seus profundos olhos castanhos. Uma vermelhidão subiu por seu pescoço.

OH, SOU UMA DONZELA, E SOU PURA E BELA! NÃO DANÇAREI C’UM URSO PELUDO! UM URSO! UM URSO! NÃO DANÇAREI C’UM URSO PELUDO!

– Gostaria disso, Sansa? – perguntou Margaery. – Nunca tive uma irmã, só irmãos. Oh, por favor, diga que sim, por favor, diga que consentirá em se casar com meu irmão.

As palavras precipitaram-se para fora de sua boca.

– Sim, eu me caso. Nada me agradaria mais. Casar com Sor Loras, amá-lo...

Loras? – a Senhora Olenna fez uma expressão aborrecida. – Não seja tola, filha. A Guarda Real nunca se casa. Não lhe ensinaram nada em Winterfell? Estávamos falando de meu neto Willas. Ele é um pouco velho para você, com certeza, mas um rapaz adorável, apesar de tudo. Nem um pouquinho imbecil, e além disso herdeiro de Jardim de Cima.

Sansa sentiu vertigem; num instante sua cabeça estava cheia de sonhos sobre Loras, e no seguinte tinham-lhe tirado todos. Willas? Willas?

– Eu – disse, estupidamente. A cortesia é a armadura de uma senhora. Não pode ofendê-los, tenha cuidado com o que diz. – Eu não conheço Sor Willas. Nunca tive o prazer, minha senhora. Ele é... é um cavaleiro tão bom quanto os irmãos?

... ERGUEU-A NO AR C’UMA MÃO! O URSO! O URSO!

– Não – disse Margaery. – Nunca prestou juramento.

A avó franziu a testa.

– Conte a verdade à garota. O pobre rapaz é aleijado, e é assim que as coisas são.

– Foi ferido quando era escudeiro, ao participar de seu primeiro torneio – confidenciou Margaery. – O cavalo caiu e esmagou a perna de Willas.

– A culpa foi daquela serpente de Dorne, aquele Oberyn Martell. E o meistre dele também.

– QUIS UM CAVALEIRO, MAS VOCÊ É UM URSO! UM URSO! UM URSO! PRETO E CASTANHO E COBERTO DE PELO!

– Willas tem uma perna ruim mas um bom coração – disse Margaery. – Costumava ler para mim quando eu era uma menininha, e fazia desenhos das estrelas para mim. Vai amá-lo tanto como nós, Sansa.

1 ... 22 23 24 25 26 27 28 29 30 ... 330
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)