Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Ele vai para o pé da cama e pega meus dois tornozelos.
— Levante a cabeça de novo — ordena.
Obedeço, e ele me arrasta para baixo, de modo que fico com os braços abertos e quase forçando as algemas. Caramba, não dá para mexer os braços. Um estremecimento de inquietação combinado com um entusiasmo tentador percorre meu corpo, deixando-me mais molhada. Gemo. Abrindo minhas pernas, ele algema primeiro meu tornozelo direito, depois o esquerdo, de modo que estou paralisada, pernas e braços abertos, e totalmente vulnerável a ele. É muito aflitivo eu não poder vê-lo. Esforço-me para ouvir... o que ele está fazendo? E não escuto nada, só minha respiração e as batidas do meu coração enquanto o sangue me lateja furiosamente nos tímpanos.
Bruscamente, o chiado do iPod se transforma em música. De dentro da minha cabeça, uma voz angélica canta sem acompanhamento uma longa nota doce, e quase imediatamente uma outra voz se junta a ela, e depois mais vozes — Caramba, um coro celestial — cantando a cappella em minha cabeça, um hinário antiquíssimo. O que é isso meu Deus? Nunca ouvi nada parecido. Algo quase insuportavelmente macio roça meu pescoço, descendo languidamente por ele, devagarinho pelo peito, nos meus seios, acariciando-me... puxando meus mamilos, é muito macio, passa roçando. É muito inesperado. É de pele! Uma luva de pele?
Christian passa a mão, sem pressa e com determinação, na minha barriga, rodeando meu umbigo, depois de um lado do quadril ao outro, e tento prever onde ele vai em seguida... mas a música está em minha cabeça... me transportando... a pele, na linha dos meus pelos pubianos... entre minhas pernas, em minhas coxas, descendo por uma perna... subindo pela outra... quase faz cócegas... mas não propriamente... mais vozes entram... o coro celestial todo cantando em várias vozes alegres e doces, misturadas numa harmonia melódica que está além de tudo que já ouvi. Capto uma palavra e me dou conta de que estão cantando em latim. E a pele continua descendo pelos meus braços e em volta da cintura... e torna a subir por meus seios. Meus mamilos se intumescem sob o toque suave... e estou arfando, perguntando-me aonde a mão dele vai em seguida. De repente, a pele some, e sinto as tiras do açoite no corpo, fazendo o mesmo caminho da pele, e é muito difícil me concentrar com a música na cabeça — parece um coro de cem vozes, tecendo uma tapeçaria etérea de fios de ouro e prata com fibra de seda, misturado com a sensação da camurça macia na minha pele... passando no meu corpo... ai, caramba... desaparece bruscamente. Então, com força, as tiras batem na minha barriga.
— Aaai — grito.
Sou pega de surpresa, mas não dói exatamente: fica formigando, e ele me bate de novo. Com mais força.
— Aaah!
Quero me mexer, me contorcer... fugir, ou acolher, cada golpe... não sei — isso é muito avassalador... não consigo puxar os braços... estou com as pernas presas... completamente imobilizada... e, de novo, ele golpeia meus seios — grito. E é uma agonia doce, suportável, apenas... agradável... não, não na mesma hora, mas a cada golpe que estala em minha pele, num contraponto perfeito com a música em minha cabeça, sou arrastada para uma parte obscura do meu espírito que se rende a esta sensação mais erótica que há. Sim — entendo isso. Ele me bate nos quadris, depois vai me dando golpes rápidos nos pelos pubianos, nas coxas, e descendo pela parte interna delas... e tornando a subir por meu corpo... pelos quadris. Ele continua enquanto a música chega ao clímax, e aí, a música para de repente. E ele também. Então, o coro recomeça... mais forte, mais forte, e ele me dá uma saraivada de golpes... e gemo e me contorço. Mais uma vez, o coro cessa e tudo fica em silêncio... a não ser minha respiração descontrolada... e meu desejo descontrolado. Por... ah... o que está acontecendo? O que ele vai fazer agora? A excitação é quase insuportável. Entrei num lugar muito obscuro, muito físico.
A cama balança e se mexe e eu o sinto deitar em cima de mim; a música recomeça. Ele colocou no repeat... dessa vez, são o nariz e os lábios dele que fazem as vezes de pele... me descendo pelo pescoço, beijando e chupando... indo para meus seios... Ah! Estimulando cada um dos meus mamilos... a língua girando em volta de um enquanto os dedos brincam sem cessar com o outro... Gemo, alto, acho eu, embora não consiga ouvir. Estou perdida. Perdida nele... perdida nas vozes exaltadas, sublimes... perdida para todas as sensações de que não consigo fugir... Estou inteiramente à mercê do toque experiente dele.
Ele desce para minha barriga — a língua rodeando meu umbigo — pelo mesmo caminho do açoite e da pele... gemo. Ele está beijando e chupando e mordendo... descendo... e, então, está com a língua ali. No encontro das minhas coxas. Jogo a cabeça para trás e grito quando estou quase chegando à explosão do orgasmo. Estou quase lá, e ele para.
Não! A cama se mexe, e ele ajoelha entre minhas pernas. Chega para o lado da coluna da cama, e a algema do meu tornozelo de repente some. Puxo a perna para o meio da cama... descansando-a nele. Ele chega para o outro lado e solta a outra perna. Pega depressa minhas duas pernas, e começa a manipulá-las e massageá-las, reativando a circulação. Então, me levanta pelos quadris e me tira da cama. Estou dobrada, deitada de lado. O quê? Ele está se ajoelhando entre minhas pernas... e, com um movimento ágil e certeiro, está dentro de mim... ah... porra... e grito de novo. O estremecimento do meu orgasmo iminente começa, e ele fica imóvel. O estremecimento passa... ah, não... ele vai me torturar mais.
— Por favor! — choro.
Ele me segura com mais força... para me alertar? Não sei. Seus dedos comprimem a carne do meu traseiro enquanto estou ali arfando... então, fico deliberadamente imóvel. Muito devagarinho, ele recomeça a se movimentar... saindo e entrando... numa lentidão agonizante. Puta merda, por favor! Estou gritando por dentro... e ele vai aumentando o ritmo, acompanhando a intensidade da peça coral com uma precisão infinitesimal — é muito controlado... está totalmente no compasso da música. E não consigo suportar mais.
— Por favor — imploro, e, com um único movimento preciso, ele me deita de novo na cama, e está em cima de mim, apoiado com as mãos na cama ao lado dos meus seios, e me penetra. Quando a música chega ao clímax, eu caio... em queda livre... no orgasmo mais intenso e agonizante que já tive, e Christian me acompanha... me penetrando com força mais três vezes... e afinal parando, depois desabando em cima de mim.
Quando minha consciência volta de onde quer que tenha estado, Christian sai de dentro de mim. A música parou, e posso senti-lo se esticar por cima do meu corpo ao soltar a algema em meu pulso direito. Gemo quando minha mão é libertada. Ele rapidamente solta minha outra mão, retira a máscara dos meus olhos e os fones de ouvido. Pisco naquela claridade suave e contemplo seus intensos olhos cinzentos.
— Oi — murmura ele.
— Oi — suspiro timidamente em resposta. Seus lábios se contraem num sorriso, ele se abaixa e me dá um beijo delicado.
— Muito bem — sussurra ele. — Vire-se de bruços.
Puta merda — o que ele vai fazer agora? Seu olhar fica mais doce.
— Só vou esfregar seus ombros.
— Ah... tudo bem.
Rolo de bruços com rigidez. Estou muito cansada. Christian monta em cima de mim e começa a massagear meus ombros. Dou um gemido alto — ele tem dedos muito fortes e experientes. Abaixa-se e beija minha cabeça.
— Que música era aquela? — murmuro quase sem articular as palavras.
— Chama-se “Spem in Alium”, um moteto para quarenta vozes de Thomas Tallis.