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Cinquenta tons de cinza [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresario Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingenua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmatica reserva de Grey, esta desesperadamente atraida por ele. Incapaz de resistir a beleza discreta, a timidez e ao espirito independente de Ana, Grey admite que tambem a deseja mas em seus proprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferencias de Grey, Ana hesita. Por tras da fachada de sucesso os negocios multinacionais, a vasta fortuna, a amada familia , Grey e um homem atormentado por demonios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana nao so descobre mais sobre seus proprios desejos, como tambem sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
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Fico perplexa com aquela ordem descontraída, mas obedeço, e ele desabotoa meu sutiã e puxa o zíper da minha saia. Ao tirá-la, envolve minhas nádegas com as mãos e beija meu ombro. Encostado em mim, esfrega o nariz em meu cabelo e aspira, apertando minhas nádegas.

— Você me embriaga, Srta. Steele, e me acalma. Que combinação emocionante!

Ele beija meu cabelo, me pega pela mão e me puxa para dentro do chuveiro.

— Ai — grito.

A água está praticamente escaldante. Christian sorri para mim enquanto a água cai em cascata sobre ele.

— É só água quente.

E, na verdade, ele tem razão. A água está divina, lavando o melado que a manhã da Geórgia e o amor que fizemos deixaram em minha pele.

— Vire de costas — ordena ele, e obedeço, virando para a parede. — Quero lavar você — murmura, e pega o sabonete líquido, espremendo uma dose na mão.

— Tenho mais uma coisa para contar — murmuro, e ele começa a passar as mãos nos meus ombros.

— Ah, é? — pergunta ele, afável.

Preparo-me respirando fundo.

— A exposição de fotografias do meu amigo José começa na quinta-feira em Portland.

Ele fica imóvel, as mãos pairando sobre meus seios. Enfatizei a palavra “amigo”.

— Sim, o que é que tem? — pergunta, sério.

— Eu disse que iria. Quer vir comigo?

Após o que parece uma quantidade de tempo monumental, ele recomeça lentamente a me lavar.

— A que horas?

— Começa às sete e meia.

Ele beija meu ouvido.

— Tudo bem.

Dentro de mim, meu inconsciente relaxa e depois desmonta, afundando numa poltrona velha e surrada.

— O fato de você me convidar a deixou nervosa?

— Sim. Como sabe?

— Anastasia, seu corpo todo simplesmente relaxou — diz ele secamente.

— Bem, parece que você é mais para, hã... ciumento.

— Sim, sou — diz ele num tom misterioso. — E você faz bem em lembrar disso. Mas obrigada pelo convite. Vamos no Charlie Tango.

Ah, o helicóptero, claro, que bobagem. Mais um voo... legal! Sorrio.

— Posso lavar você? — pergunto.

— Acho que não — murmura ele, e me beija delicadamente no pescoço para tornar sua recusa menos traumática.

Fico amuada contra a parede enquanto ele acaricia minhas costas com sabão.

— Vai deixar eu tocar em você algum dia? — pergunto atrevida.

Ele torna a ficar parado, a mão na minha bunda.

— Ponha as mãos na parede, Anastasia. Vou comer você de novo — murmura ele no meu ouvido ao agarrar meus quadris, e sei que a discussão terminou.

* * *

MAIS TARDE, ESTAMOS sentados no balcão da cozinha, vestidos com roupões de banho, depois de comer o esplêndido espaguete ao vôngole da Sra. Jones.

— Mais vinho? — pergunta Christian, os olhos cinzentos brilhando.

— Um pouco, por favor.

O Sancerre está geladinho e delicioso. Christian serve uma taça para mim e outra para ele.

— Como vai o, hã... problema que trouxe você a Seattle? — pergunto hesitante.

Ele fecha a cara.

— Fora de controle — murmura ele com amargura. — Mas nada com que você tenha que se preocupar, Anastasia. Tenho planos para você esta noite.

— Ah?

— Sim. Quero você pronta me esperando no quarto de jogos em quinze minutos.

Ele se levanta e olha para mim.

— Pode se preparar no seu quarto. Por falar nisso, o closet agora está cheio de roupas para você. Não quero nenhuma discussão a respeito.

Ele aperta os olhos, desafiando-me a dizer alguma coisa. Quando não digo, ele vai todo empertigado para o escritório.

Eu! Discutir? Com você, Cinquenta Tons? Isso é mais do que vale meu traseiro. Sento-me no banco do balcão, estupefata, tentando assimilar essa informação. Ele comprou roupas para mim. Reviro os olhos de um jeito exagerado, sabendo perfeitamente bem que ele não pode me ver. Carro, telefone, computador... roupas, a próxima coisa vai ser o raio de um apartamento, e aí eu serei sua amante.

Ei! Meu inconsciente está com aquela cara sarcástica. Finjo que não vejo e vou subindo para o meu quarto. Então, o quarto ainda é meu... por quê? Pensei que ele tivesse concordado em me deixar dormir com ele. Suponho que ele não esteja acostumado a dividir seu espaço com ninguém, mas eu também não estou. Consolo-me com a ideia de que pelo menos tenho para onde fugir dele.

Examino a porta e vejo que tem fechadura mas não tem chave. Pergunto-me se a Sra. Jones tem uma chave extra. Vou perguntar a ela. Abro a porta do closet e a fecho depressa. Puta merda — ele gastou uma fortuna. Parece o armário da Kate — tantas roupas penduradas com capricho. No íntimo, sei que todas elas me servem. Mas não tenho tempo para pensar nisso — tenho que me pôr de joelhos no Quarto Vermelho da... Dor... ou do Prazer, tomara — hoje à noite.

* * *

AJOELHADA AO LADO da porta, estou só de calcinha. Apavorada. Putz, pensei que, depois do banheiro, ele estivesse satisfeito. O homem é insaciável, ou talvez todos os homens sejam como ele. Não tenho ideia, ninguém com quem possa compará-lo. Fechando os olhos, tento me acalmar, me conectar com minha submissa interior. Ela está ali em algum lugar, escondida atrás da minha deusa interior.

A expectativa fervilha em minhas veias. O que ele vai fazer? Respiro fundo, controlando a respiração, mas, não posso negar, estou com tesão, excitada, já molhada. Isso é muito... quero pensar, errado, mas de alguma forma, não é. É certo para Christian. É o que ele quer — e depois dos últimos dias... de tudo que ele fez, tenho que atender e aceitar o que quer que ele resolva desejar, o que quer que julgue precisar.

A lembrança de seu olhar quando entrei hoje à noite, sua expressão de desejo, o jeito resoluto como veio andando para mim, como se eu fosse um oásis no deserto. Eu faria qualquer coisa para ver essa expressão de novo. Aperto as coxas pensando na recordação deliciosa, e isso me lembra que preciso abrir as pernas. Abro. Quanto tempo ele vai me deixar esperar? A espera está acabando comigo enchendo-me de um desejo sinistro e tentador. Olho rapidamente ao redor do quarto com aquela iluminação suticlass="underline" o X, a mesa, o sofá, o banco... aquela cama. Ela tem muita relevância, e está feita com lençóis de cetim vermelhos. Que aparato ele vai usar?

A porta abre e Christian entra despreocupado, sem me dar a menor bola. Baixo os olhos rapidamente, olhando para minhas mãos, posicionadas com cuidado nas minhas coxas afastadas. Ele coloca algo na cômoda grande ao lado da porta e se encaminha displicentemente para a cama. Permito-me o prazer de dar uma olhadinha nele, e quase tenho uma síncope. Ele está vestido só com aquele jeans macio e rasgado, por acaso com o último botão aberto. Está muuuito gostoso. Meu inconsciente se abana furiosamente, e minha deusa se requebra toda ao som de um ritmo primitivo e sensual. Ela está prontinha. Passo instintivamente a língua nos lábios. Meu sangue lateja nas veias, grosso e pesado com uma fome lasciva. O que ele vai fazer comigo?

Ele se vira despreocupadamente e vai de novo até a cômoda. Abre uma das gavetas e vai tirando dali de dentro itens que coloca em cima do móvel. Estou ardendo de curiosidade, chego até a queimar, mas resisto à tentação avassaladora de dar uma olhadinha furtiva. Quando termina o que está fazendo, ele vem se postar à minha frente. Vejo seus pés descalços e quero beijar cada centímetro deles... lamber o peito do pé, chupar todos os dedinhos. Puta merda.

— Você está linda — sussurra ele.

Continuo de cabeça baixa, consciente de que ele está me olhando enquanto estou praticamente nua. Sinto o rubor se espalhar lentamente pelo meu rosto. Ele se abaixa e apanha meu queixo, forçando-me a olhar para ele.

— Você é uma mulher linda, Anastasia. E é toda minha — murmura. — Levante-se.

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