Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
A ordem é doce, carregada de sensualidade e promessa.
Trêmula, fico em pé.
— Olhe para mim — sussurra ele, e fito seus olhos ardentes. É seu olhar Dominador — frio e sensual como o diabo, o pecado em último grau em uma única mirada tentadora. Fico com a boca seca e sei que farei qualquer coisa que ele pedir. Há um sorriso quase cruel brincando em seus lábios.
— Não temos um contrato assinado, Anastasia. Mas já discutimos limites. E quero reiterar que temos palavras de segurança, tudo bem?
Puta merda... o que ele tem planejado que eu precise de palavras de segurança?
— Quais são? — pergunta ele em tom autoritário.
Estranho a pergunta, e sua expressão endurece visivelmente.
— Quais são as palavras de segurança, Anastasia? — diz ele devagar e com determinação.
— Amarelo — murmuro.
— E? — ajuda ele, contraindo a boca.
— Vermelho — suspiro.
— Lembre-se delas.
E, é mais forte que eu... faço cara de surpresa para ele e estou prestes a lembrá-lo de minhas notas, mas o súbito brilho gelado em seus olhos cinzentos me detém.
— Não comece com suas gracinhas aqui, Srta. Steele. Senão vou te foder ajoelhada. Entendeu?
Engulo em seco instintivamente. Tudo bem. Pisco depressa, arrependida. Na verdade, é antes seu tom de voz do que a ameaça que me intimida.
— E então?
— Sim, senhor — murmuro depressa.
— Muito bem — ele faz uma pausa, fitando-me. — Minha intenção não é você usar a palavra de segurança por estar em sofrimento. O que pretendo fazer com você vai ser intenso. Muito intenso, e você tem que me orientar. Entendeu?
Mais ou menos. Intenso. Nossa.
— Envolverá tato, Anastasia. Você não poderá me ver nem me ouvir. Mas poderá sentir meu toque.
Acho estranho — não poderei ouvi-lo. Como isso vai funcionar? Ele se vira, e eu não tinha reparado que, em cima da cômoda, há uma caixa preta fosca lisa e chata. Quando ele faz um gesto com a mão na frente da caixa, ela se abre ao meio: duas portas corrediças se abrem revelando um tocador de CD e uma grande quantidade de botões. Christian aperta vários deles em sequência. Nada acontece, mas ele parece satisfeito. Estou estupefata. Quando ele torna a virar de frente para mim, tem aquele sorrisinho de quem diz “eu tenho um segredo”.
— Vou amarrar você àquela cama, Anastasia. Mas primeiro vou vendar seus olhos — revela ele, o iPod em punho — e você não vai poder me ouvir. Só vai ouvir a música que vou tocar para você.
Tudo bem. Um interlúdio musical. Não era o que eu estava esperando. Será que ele alguma hora faz o que espero? Tomara que não seja rap.
— Venha.
Ele me dá a mão e me leva até a cama antiga de quatro colunas. Há grilhões presos a cada coluna, finas correntes de metal com argolas de couro, brilhando no cetim vermelho.
Puxa vida, acho que meu coração vai pular de dentro do peito, e estou derretendo de dentro para fora, o desejo me percorrendo toda. Seria possível eu estar mais excitada?
— Fique em pé aqui.
Estou de frente para a cama. Ele se abaixa e sussurra em meu ouvido.
— Espere aí. Mantenha os olhos na cama. Imagine que está deitada aí, amarrada e totalmente à minha mercê.
Ih, caramba.
Ele se afasta um instante, e escuto-o indo buscar alguma coisa perto da porta. Todos os meus sentidos estão hiperalertas, minha audição mais aguçada. Ele pegou uma coisa na estante de palmatórias ao lado da porta. Caramba. O que vai fazer?
Sinto-o atrás de mim. Ele apanha meu cabelo e começa a trançá-lo.
— Apesar de gostar das suas marias-chiquinhas, Anastasia, estou impaciente para comer você agora mesmo. Então uma trança só vai ter que servir.
Seu tom de voz é baixo, suave.
Seus dedos habilidosos roçam minhas costas de vez em quando ao trançar meu cabelo, e cada toque casual é como um doce choque elétrico em minha pele. Ele prende a ponta com um elástico de cabelo, depois puxa a trança com delicadeza, obrigando-me a dar um passo atrás e ficar encostada nele. Ele puxa de novo para o lado, inclinando minha cabeça, facilitando seu acesso a meu pescoço. Esfrega o nariz ali, passando os dentes e a língua da base da minha orelha até meu ombro, cantarolando baixinho ao fazer isso, e o som repercute em todo o meu corpo. Até ali embaixo... ali, dentro de mim. Instintivamente, gemo baixinho.
— Silêncio, agora — suspira ele colado na minha pele. Levanta as mãos na minha frente, os braços encostando nos meus. Na mão direita, segura um açoite. Lembro-me do nome da primeira vez que estive neste quarto.
— Toque nisso — sussurra, soando como o diabo em pessoa.
Fico em fogo em resposta. Hesitante, estico o braço e toco nas fitas compridas. O instrumento tem muitas tiras compridas, todas de camurça macia arrematadas com continhas na ponta.
— Vou usar isto. Não vai doer, mas vai fazer o sangue aflorar à pele e deixar você muito sensível.
Ah, ele diz que não vai doer.
— Quais são as palavras de segurança, Anastasia?
— Hum... “amarelo” e “vermelho”, senhor — sussurro.
— Boa garota. Lembre-se, o medo está na sua cabeça.
Ele deixa o açoite na cama, e suas mãos vêm para minha cintura.
— Você não vai precisar disso — murmura, enganchando os dedos na minha calcinha e descendo-a pelas minhas pernas. Desvencilho-me dela, sem firmeza, apoiando-me na coluna enfeitada da cama.
— Fique parada — ordena ele, e beija meu traseiro, e depois me dá duas mordidinhas, deixando-me tensa. — Agora deite-se, de costas — acrescenta ao me dar uma palmada forte no traseiro, fazendo-me dar um pulo.
Arrasto-me depressa para a cama e me deito no colchão duro, olhando para ele. Sinto o cetim do lençol macio e fresco na pele. A expressão dele é impassível, a não ser pelos olhos, que brilham com uma excitação apenas contida.
— Mãos acima da cabeça — ordena, e obedeço.
Nossa, meu corpo tem fome dele. Já o quero.
Ele vira, e, de soslaio, observo-o ir de novo até a cômoda e voltar com o iPod e o que parece uma máscara para dormir semelhante à que usei no voo para Atlanta. A ideia me dá vontade de rir, mas não consigo fazer meus lábios cooperarem. Estou muito aflita com a expectativa. Só sei que não movo um só músculo do rosto e tenho os olhos arregalados ao olhar para ele.
Sentando na beira da cama, ele me mostra o iPod. O aparelho tem uma antena estranha e fones de ouvido. Que esquisito. Franzo a testa tentando entender.
— Isso transmite o que está tocando no iPod para o sistema de som do quarto — Christian responde à minha indagação tácita ao dar tapinhas na pequena antena. — Posso ouvir o que você está ouvindo e tenho um controle remoto para isso.
Ele dá aquele seu sorriso indolente e segura um pequeno dispositivo chato que parece uma calculadora muito moderna. Debruça-se sobre mim, inserindo os fones delicadamente nos meus ouvidos, e coloca o iPod em algum lugar na cama acima da minha cabeça.
— Levante a cabeça — ordena, e faço isso imediatamente.
Devagarinho, ele põe a máscara em mim, puxando o elástico na parte de trás, e estou cega. O elástico segura os fones no lugar. Ainda posso ouvi-lo, embora o som esteja abafado quando ele se levanta da cama. Fiquei surda com minha própria respiração — ela é curta e irregular, refletindo minha excitação. Christian pega meu braço esquerdo, estica-o delicadamente para o canto esquerdo, e prende a argola de couro em meu pulso. Quando termina, afaga meu braço inteiro com aqueles dedos compridos. Ah! Seu toque provoca um estremecimento delicioso. Ouço-o andar de mansinho para o outro lado, onde ele pega meu braço direito e coloca a algema. Mais uma vez, passa lentamente aqueles dedos pelo meu braço. Ai nossa... já estou a ponto de explodir. Por que isso é tão erótico?