A Tormenta de Espadas
- Автор: Мартин Джордж Рэймонд Ричард
- Год: 2006
- Язык: португальский
- Год: Leya
- ISBN: 9788580442625
- Переводчик: Jorge Candeias
- Жанр: Прочая древняя литература
Электронная книга - «A Tormenta de Espadas». Краткое содержание книги:
– Quinhentos em Castelo Negro. Duzentos na Torre Sombria, talvez trezentos em Atalaialeste. – Jon havia acrescentado trezentos homens à contagem. Se pudesse ser assim tão fácil...
Mas Jarl não se deixou enganar.
– Ele está mentindo – disse a Styr. – Ou então incluiu aqueles que se perderam no Punho.
– Corvo – avisou o Magnar –, não me tome por Mance Rayder. Se mentir para mim, corto sua língua.
– Não sou nenhum corvo, e ninguém me chama de mentiroso. – Jon flexionou os dedos de sua mão da espada.
Magnar de Thenn estudou Jon com seus frios olhos cinzentos.
– Vamos conhecer seus números em breve – disse após um momento. – Vá. Logo mando chamar você se tiver mais perguntas.
Jon inclinou a cabeça rigidamente e partiu. Se todos os selvagens fossem como Styr, seria mais fácil trai-los. Mas os Thenn não eram como o resto do povo livre. Magnar afirmava ser o último dos Primeiros Homens, e governava com mão de ferro. A sua pequena terra de Thenn era um vale elevado de montanha escondido entre os picos setentrionais das Presas de Gelo, rodeado por homens das cavernas, homens de Cornopé, gigantes e os clãs canibais dos rios de gelo. Ygritte dizia que os Thenn eram guerreiros violentos, e que seu Magnar era para eles um deus. Jon conseguia acreditar nisso. Ao contrário de Jarl, Harma ou de Camisa de Chocalho, Styr exigia de seus homens obediência absoluta, e essa disciplina era sem dúvida parte do motivo por que Mance o escolhera para atravessar a Muralha.
Passou pelos Thenns, sentados sobre seus elmos arredondados de bronze, em volta das fogueiras. Onde se meteu Ygritte? Encontrou as coisas dela junto das suas, mas não viu sinal da garota.
– Ela pegou uma tocha e foi para lá – disse-lhe Grigg, o Bode, apontando para o fundo da caverna.
Jon seguiu na direção indicada e deu por si numa sombria sala interior, vagueando um labirinto de colunas e estalactites. Ela não pode estar aqui, estava pensando quando ouviu sua gargalhada. Virou-se para o som, mas dez passos depois estava num beco sem saída, de frente para uma parede lisa de calcário branco e rosa. Confuso, voltou por onde tinha vindo, e então viu-o: um buraco escuro por baixo de uma saliência de pedra úmida. Ajoelhou-se, escutou, ouviu o tênue som de água.
– Ygritte?
– Aqui – veio a voz dela, com um leve eco.
Jon teve de engatinhar uma dúzia de passos até a caverna se abrir à sua volta. Quando voltou a ficar em pé, os olhos precisaram de um momento para se ajustarem. Ygritte tinha trazido uma tocha, mas não havia nenhuma outra luz. Ela encontrava-se junto a uma pequena queda-d’água que jorrava de uma fissura na rocha para uma larga lagoa escura. As chamas amarelas e laranja brilhavam na água verde-clara.
– O que você está fazendo aqui? – perguntou a ela.
– Ouvi água. Quis ver pra onde ia a gruta. – Apontou com a tocha. – Há uma passagem que desce mais. Segui-a durante cem passos antes de voltar.
– Um beco sem saída?
– Não sabe nada, Jon Snow. Continuava, e continuava, e continuava. Há centenas de cavernas nestes montes, e lá embaixo todas se juntam. Há até um caminho por baixo da Muralha. O Caminho de Gorne.
– Gorne – disse Jon. – Gorne foi Rei-para-lá-da-Muralha.
– Sim – disse Ygritte. – Com o irmão Gendel, há três mil anos. Levaram uma tropa do povo livre pelas cavernas e a patrulha não percebeu. Mas quando saíram, os lobos de Winterfell caíram sobre eles.
– Houve uma batalha – recordou Jon. – Gorne matou o Rei do Norte, mas o filho deste pegou o estandarte e tomou a coroa de sua cabeça, e abateu Gorne, por sua vez.
– E o som das espadas acordou os corvos em seus castelos, e saíram todos de preto pra pegar o povo livre pela retaguarda.
– Sim. Gendel tinha o rei ao sul, os Umber a leste e a Patrulha a norte. Ele também morreu.
– Não sabe nada, Jon Snow. Gendel não morreu. Ele abriu caminho com a espada, por entre os corvos, e levou seu povo de volta pro norte com os lobos uivando nos seus calcanhares. Mas Gendel não conhecia as cavernas como Gorne, e escolheu um caminho errado. – Agitou a tocha de um lado para o outro, para que as sombras saltassem e se movessem. – Desceu mais, e mais, e quando tentou voltar pra trás, os caminhos que pareciam familiares acabavam em pedra em vez de céu. Pouco depois, os seus archotes começaram a se apagar, um por um, até que no fim não havia nada além de escuridão. O povo de Gendel nunca mais foi visto, mas nas noites calmas é possível ouvir os filhos dos filhos de seus filhos soluçando por baixo dos montes, ainda à procura de uma saída. Está ouvindo? Consegue ouvi-los?
Tudo que Jon ouvia era a água que caía e o tênue crepitar das chamas.
– Esse caminho por baixo da Muralha também se perdeu?
– Alguns procuraram-no. Aqueles que descem demais encontram os filhos de Gendel, e os filhos de Gendel sempre tão com fome. – Sorrindo, encaixou cuidadosamente a tocha num entalhe de rocha e dirigiu-se a ele. – No escuro não há nada pra comer além de carne – sussurrou, mordendo-lhe o pescoço.
Jon enfiou o nariz nos cabelos dela e encheu-o com seu cheiro.
– Parece a Velha Ama contando a Bran uma história de monstros.
Ygritte deu um murro no ombro dele.
– Ah, sou uma velha, é?
– É mais velha do que eu.
– Sim, e mais sábia. Você não sabe nada, Jon Snow. – Empurrou-o e contorceu-se para fora de seu vestido de pele de coelho.
– O que você está fazendo?
– Estou mostrando a idade que tenho. – Desatou a camisa de pele de veado, atirou-a para o lado, tirou pela cabeça todas as três camisolas de lã que usava por baixo. – Acho que devia me ver.
– Nós não devíamos...
– Devíamos. – Os seios dela saltitaram quando se equilibrou num pé só para puxar uma bota, e depois saltou para o outro pé, para tratar da outra. Seus mamilos eram grandes círculos cor-de-rosa. – Você também – disse Ygritte enquanto puxava para baixo os calções de pele de ovelha de Jon. – Se quer ver, precisa mostrar. Não sabe nada, Jon Snow.
– Sei que desejo você – ouviu sua própria voz dizer, esquecido de todos os votos e honra. Ela estava na sua frente, nua como no dia em que nasceu, e ele estava duro como a rocha que os rodeava. Àquela altura já tinha estado dentro dela meia centena de vezes, mas sempre por baixo das peles, com outras pessoas em volta. Nunca vira como ela era bela. As pernas de Ygritte eram magras, mas bem torneadas; os pelos no local onde as coxas se juntavam, de um vermelho mais vivo do que os que tinha na cabeça. Será que isso faz dela ainda mais sortuda? Puxou-a para mais perto.
– Adoro seu cheiro – disse. – Adoro seus cabelos vermelhos. Adoro sua boca, e o jeito como me beija. Adoro seu sorriso. Adoro seus peitos. – Beijou-os, primeiro um e depois o outro. – Adoro suas pernas magras, e o que está entre elas. – Ajoelhou-se para beijá-la ali, a princípio levemente em seu monte de vênus, mas Ygritte abriu um pouco as pernas e ele viu o cor-de-rosa no interior e beijou-o também, e saboreou-o. Ela soltou um pequeno arquejo.
– Se adora tudo isso, por que é que ainda tá vestido? – sussurrou. – Não sabe nada, Jon Snow. Nad... oh. Oh. OHHH.
Mais tarde, ela ficou quase acanhada, ou tão acanhada quanto Ygritte poderia ficar.
– Aquela coisa que você fez – disse, deitada com ele na pilha de roupas. – Com a sua... boca. – Hesitou. – É isso... é isso que os senhores fazem com suas senhoras, lá no sul?
– Acho que não. – Nunca ninguém havia dito a Jon o que os senhores faziam com as suas senhoras. – Eu só... quis beijar ali, foi só isso. Parece que você gostou.
– Sim. Eu... gostei um bocadinho. Ninguém lhe ensinou aquilo?
– Não houve ninguém – confessou ele. – Só você.