Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
READ-E-BOOK » Классические детективы » Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]
Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]

Электронная книга - «Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]». Краткое содержание книги:

Sherlock Holmes - Edicao completa [calibre 0.9.23]
1 ... 47 48 49 50 51 52 53 54 55 ... 446
Перейти на страницу:

– Parece simples.

– São exatamente estas coisas simples que costumam passar despercebidas. Decidi trabalhar nesse sentido. Parti naquele inofensivo traje de marinheiro e perguntei em todos os estaleiros rio abaixo, e nada consegui saber em 15; mas no décimo sexto – no Jacobson – eu soube que a Aurora lhes fora entregue dois dias antes por um homem de perna-de-pau, com umas instruções sobre o leme. “Não há nada errado com o leme”, disse o mestre. “Lá está ela com as suas listas vermelhas.” Naquele instante quem iria aparecer? Mordecai Smith, o dono. Estava meio bêbado. Eu não o conhecia, mas ele berrou seu nome e o da lancha, e disse que precisava dela às 20 horas em ponto. “Não se esqueça”, disse ele, “porque tenho dois cavalheiros que não podem ficar esperando”. Ele tinha sido bem pago porque nadava em dinheiro, distribuindo xelins aos homens. Eu o segui por algum tempo, mas ele entrou num botequim. Então voltei ao estaleiro e, pegando no caminho um dos meus rapazes, deixei-o de sentinela vigiando a lancha. Ele está na beira do rio e acenará com o lenço quando eles saírem. Nós vamos ficar por aí no rio para agarrar os homens, tesouro e tudo.

– Você planejou tudo muito bem, sejam ou não os nossos homens – disse Jones. – Mas se o caso estivesse nas minhas mãos, eu deixaria um grupo de policiais no estaleiro Jacobson e prenderia todos eles quando chegassem.

– Isso não ocorreria nunca. Este Small é muito vivo. Mandará alguém na frente e se houver alguma coisa suspeita, adiará a viagem para a outra semana.

– Mas podia ter seguido Mordecai Smith, e assim descobriria o esconderijo.

– E teria perdido o meu dia. Aposto cem contra um como Smith não sabe onde eles estão. Enquanto ele tiver bebida e bom pagamento, por que faria perguntas? Eles mandam recados. Já pensei em todas as possibilidades, e esta é a melhor.

Quando passamos diante do centro financeiro e comercial de Londres, os últimos raios de sol douravam o alto da Catedral de St. Paul. Quando chegamos à Torre, o crepúsculo deixava a cidade na penumbra.

– Lá está Jacobson’s Yard – disse Holmes, apontando para um local cheio de mastros e apetrechos de navio para os lados do Surrey. Vamos cruzar devagarzinho por aqui, encobertos por estas filas de barcaças.

Tirou do bolso um binóculo e ficou observando a margem por algum tempo.

– Estou vendo a minha sentinela no seu posto – observou – mas não há sinal do lenço.

– Se descêssemos um pouco o rio e esperássemos por eles – sugeriu Jones, ansioso.

Nesse momento estávamos todos ansiosos, até os policiais e os tripulantes, que tinham uma idéia muito vaga do que estava para acontecer.

– Não temos o direito de achar que a vitória está garantida – respondeu Holmes. – É quase certo, dez contra um, que eles descerão o rio, mas quem poderá garantir? Daqui nós vemos a entrada do estaleiro e eles não poderão nos ver. A noite será clara e cheia de luzes. Devemos ficar onde estamos. Veja como as pessoas se amontoam em torno do cercado.

– Estão saindo do trabalho no estaleiro.

– Gentinha suja, mas todos eles têm em si uma centelha imortal. Ao olhar para eles, ninguém diria isso. Estranho enigma é o homem.

– Há quem diga que é uma alma escondida num animal – comentei.

– Winwood Reade trata bem do assunto – disse Holmes. – Ele nota que, embora o homem seja individualmente um enigma insolúvel, quando está em grupo torna-se uma certeza matemática. Por exemplo, você não pode nunca prever com exatidão o que um homem vai fazer, mas pode prever o que um grupo fará. Os indivíduos variam, mas as coletividades são constantes. É o que dizem os estatísticos. Não é um lenço? Com toda a certeza vejo uma coisa branca flutuar.

– É o nosso rapaz – gritei. – Posso vê-lo muito bem.

– E ali vai a Aurora – exclamou Holmes. – E corre como um demônio. Maquinista, pra frente a todo vapor. Siga aquela lancha de luz amarela. Por Deus, nunca me perdoarei se não a alcançarmos.

Ela tinha deslizado, sem ser vista, pela entrada do estaleiro e passado entre algumas pequenas embarcações, de modo que pôde tomar uma grande dianteira antes que a víssemos. Agora ela descia o rio rente à margem numa corrida vertiginosa. Jones olhava com expressão séria e disse, sacudindo tristemente a cabeça:

– Ela é muito rápida. Duvido que a alcancemos.

– Temos de alcançá-la – rosnou Holmes entre dentes. – Maquinista, força! Força máxima. Nem que tenha de estourar a embarcação, precisamos pegá-los!

Corríamos que era uma beleza!

As fornalhas rugiam e as poderosas máquinas zuniam como um grande coração de metal. A proa pontuda cortava a água mansa do rio e formava duas ondas encrespadas à direita e à esquerda. A cada trepidação das máquinas nós saltávamos e estremecíamos como uma coisa viva. Um grande holofote amarelo na nossa proa iluminava a água à nossa frente. Logo adiante havia uma sombra escura que indicava onde estava a Aurora e a espuma branca agitada atrás dela mostrava a velocidade com que corria.

Passamos como um raio por entre barcaças, vapores, navios mercantes de um lado e outro. Vozes gritavam à nossa passagem, mas a Aurora avançava e nós a seguíamos de perto.

– Alimentem essa máquina, homens! Não poupem carvão. Força, homens! – gritava Holmes, olhando para a casa das máquinas e recebendo em cheio no seu rosto aquilino e ansioso o clarão das fornalhas.

– Acho que chegamos mais perto – disse Jones sem tirar os olhos da Aurora.

– Tenho certeza – eu disse. – Em poucos minutos a alcançaremos.

Mas nesse momento, a nossa má estrela quis que um vaporzinho, que rebocava três barcaças, se atravessasse na nossa frente. Foi com dificuldade que evitamos a colisão e, até que as contornássemos e voltássemos a correr, a Aurora já avançara uns bons 200 metros. Mas ainda estava bem à vista, e o crepúsculo hesitante se transformava numa noite clara estrelada. As caldeiras estavam no máximo e a nossa frágil embarcação vibrava e rangia com a energia feroz com que estava sendo impelida.

Já tínhamos passado as Docas da West India e chegado a Deptford Reach, e subíamos de novo depois de contornar a Isle of Dogs. Desaparecera a sombra escura que víamos diante de nós e a Aurora aparecia nitidamente.

Jones dirigiu o foco do holofote para ela, a fim de ver bem quem estava lá dentro. Havia um homem sentado à popa com um volume preto entre os joelhos, sobre o qual se inclinava. Ao lado estava uma massa negra que parecia um cão da Terra Nova. Um rapazinho segurava o leme, e ao clarão da fornalha pude ver o velho Smith nu até a cintura, ativando o vapor na luta pela vida. No início eles talvez não soubessem com certeza se nós os estávamos perseguindo ou não, mas agora, vendo que acompanhávamos todos os seus movimentos, não podiam mais duvidar.

Em Greenwich, estávamos uns 200 metros atrás deles, em Blackwell, já a uns 150. Eu tinha perseguido muita gente, em muitos países, durante a minha carreira movimentada, mas nunca tive sensação igual à que me deu esta doida caçada humana pelo Tâmisa. Com firmeza fomos chegando perto, metro a metro. No silêncio da noite podíamos ouvir o resfolegar da máquina deles. O homem que estava sentado na popa continuava inclinado movendo os braços, como se estivesse fazendo alguma coisa, e de vez em quando levantava-se como para medir a distância que nos separava deles, e que era cada vez menor. Jones deu-lhes ordem de parar. Estávamos a uma distância de quatro botes deles. As duas embarcações continuavam numa corrida vertiginosa. Era um trecho desimpedido no rio, que tinha Barking Level de um lado e a melancólica Plumstead Marshes na outra margem. Quando ouviu nosso grito, o homem que estava na popa levantou-se ameaçador, e sacudiu os punhos cerrados para nós, praguejando em voz alta.

1 ... 47 48 49 50 51 52 53 54 55 ... 446
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)