Elfos
- Автор: Хеннен Бернхард, Sullivan James A.
- Язык: португальский
- Переводчик: Fernanda Romero
- Жанр: Фэнтези
Электронная книга - «Elfos». Краткое содержание книги:
Tomado pela suspeita de que era dali que teria vindo o monstro, põe-se diante da bela rainha do povo élfico e exige vingança pelas vítimas da besta. A rainha nega e, então, convoca a legendária Caçada dos Elfos para acabar com a fera. Reúne seus melhores guerreiros, Nuramon e Farodin, dois elfos cercados de segredos, e forma um grupo liderado por Mandred, que conta ainda com Aigilaos, um centauro, como arqueiro; Brandan, um elfo rastreador; Vanna, a feiticeira; e Lijema, a mãe dos lobos.
O grupo parte, então, para o Mundo dos Homens e a perseguição começa, desdobrando-se em várias aventuras fantásticas. No entanto, seu alvo revela-se um demônio de tempos remotos e as sombras da morte e da ilusão logo recaem sobre a cruzada. Mandred, Nuramon e Farodin terão de pôr à prova toda a sua coragem, amizade e lealdade para cumprir a missão.
— Adeus, e lembre-se sempre de mim.
Não conseguiu mais conter as lágrimas. Apanhou a bolsa com as mãos trêmulas, e pôs-se diante da rainha.
Emerelle observou-a demoradamente, como se quisesse ver nos olhos de Noroelle se havia pronunciado a sentença certa. Mostrava-se tão solene ao fazer isso que todas as dúvidas que Noroelle tivera sobre a rainha se dissiparam. Então Emerelle deu meia-volta e pôs-se em marcha.
Noroelle olhou para trás mais uma vez, para Obilee. Certamente não seria fácil para a jovem elfa. Mas ela encontraria o seu destino — disso Noroelle tinha certeza. Pensou em Farodin e Nuramon. Dissera a Obilee tudo o que precisava saber para o caso de eles voltarem. A impressão que tivera ao ver a Caçada dos Elfos partir não estava errada: ela não voltaria a ver os seus amados.
Seguiu a rainha sem sentir antipatia por ela. Emerelle era a sua soberana e isso nunca mudaria. Ao longo do dia perguntara-se várias vezes o que teria feito se não se tratasse do seu filho. Precisou reconhecer que teria apoiado a decisão da rainha. Mas, como era a mãe da criança, preferia encarar a eternidade diante de si a ferir sua carne ou derramar o seu sangue. E era por isso que agora precisava deixar este mundo. Uma elfa não podia mudar o seu destino, mesmo que ele nunca fosse conduzi-la ao luar.
Olhou para trás uma última vez e sorriu. Enquanto o seu lago existisse, os filhos dos albos sempre se lembrariam de Noroelle, a feiticeira.
A saga de Mandred Torgridson
Svanlaib era filho de Hrafin, de Tarbor. O jovem humano tinha só vinte invernos de vida, mas já dispunha da força de um urso. Construía os melhores barcos dos fiordes e fazia para seus vizinhos estátuas do tecelão do destino. Um dia, o velho Hvaldred, filho de Heldred, veio até ele e contou-lhe a história dos barbas de ferro de Luth, que ficavam no topo das montanhas, do outro lado de Firnstayn, e indicavam o caminho até a gruta do tecelão do destino. E Hvaldred também lhe contou que os barbas de ferro de Luth haviam sofrido desonras. A gruta fora profanada, era o que diziam os sábios. Ali ninguém mais podia fazer oferendas ao tecelão.
Ao ouvir o relato, Svanlaib foi tomado pela ira e decretou:
— Irei até Firnstayn, subirei as montanhas e lá serei o primeiro a exigir reparação pelos crimes.
Do tronco de um carvalho, esculpiu um novo retrato do tecelão do destino. E todos em Tarbor homenagearam Luth, de forma que uma barba de ferro cresceu no tecelão de madeira.
Svanlaib pegou suas coisas e dirigiu-se para Firnstayn, cruzando neve e gelo e carregando a estátua de Luth nas costas. Lá encontrou os barbas de ferro e fez oferendas a eles, como exigia a tradição. Seguiu o caminho que os barbas de ferro indicavam e finalmente chegou à gruta de Luth. Encontrou-a fechada pelo hálito de Firn. Fez uma cara enfurecida, erguendo sobre a cabeça o barba de ferro que fizera. Luth então destruiu a barreira à qual as forças dos heróis nada eram capazes de causar.
Svanlaib esperou; não ousava pisar na caverna. Então ouviu vozes e passos em sua direção. Diante dele estava o filho de Torgrid. Sua figura era jovem, e seus cabelos, vermelhos. Ao seu lado estavam dois filhos de albos. Eram elfos da Terra dos Albos.
Svanlaib perguntou quem eram esses que saíam da caverna. Não conhecia o filho de Torgrid, que se apresentou:
— Sou Mandred Aikhjarto, filho de Torgrid e de Ragnild!
Svanlaib admirou-se, pois muito se contava sobre Mandred Torgridson e o demônio que ele acossara, e principalmente sobre o desaparecimento de caçador e caçado. Diziam que Mandred atracara-se com a besta e que juntos haviam caído em uma fenda na geleira. Tudo isso para salvar a sua aldeia.
Então Svanlaib perguntou ao poderoso Mandred o que acontecera. E Mandred deu a seu libertador a notícia da morte do homem que era também um javali. E agradeceu-lhe por ter quebrado com a força de Luth o gelo que bloqueava a caverna. Sobre os elfos, disse que o haviam ajudado. Chamavam-se Faredred e Nuredred. Eram irmãos e príncipes elfos, que estavam a serviço de Mandred.
O filho de Torgrid apanhou o barba de ferro que Svanlaib projetara e carregara e colocou-o no lugar onde jaziam os restos queimados do barba de ferro profanado. Em honra de Luth, Mandred depositou o crânio do devanthar aos pés da imagem.
O que ocorreu na caverna permaneceu oculto a Svanlaib, e só mais tarde foi revelado. Lá, Mandred conversara com Luth, com os elfos como testemunhas. O tecelão do destino revelara ao filho de Torgrid o seu fardo. E a partir daquele dia o tempo não teve mais qualquer poder sobre Mandred. Mas Luth não lhe contara o preço que teria de pagar por isso. Então Mandred retornou com Svanlaib e os irmãos elfos a Firnstayn.