Harry Potter e as Relíquias da Morte [BRA]
- Автор: Роулинг Джоан Кэтлинг
- Серия: Harry Potter (pt) #7
- Год: 2007
- Язык: португальский
- Переводчик: Lia Wyler
- Жанр: Фэнтези
Электронная книга - «Harry Potter e as Relíquias da Morte [BRA]». Краткое содержание книги:
Então a multidão fez silêncio e o volume da música foi aumentando, aparentemente vinda dos balões dourados.
— Aaaah! — exclamou Hermione virando-se na cadeira para olhar a entrada.
Um suspiro coletivo se ergueu dos bruxos e bruxas reunidos quando Monsieur Delacour e Fleur entraram pelo corredor, ela deslizando, ele balançando o corpo com um largo sorriso no rosto. A noiva usava um vestido branco simples e parecia desprender uma forte aura prateada. Embora, por comparação, sua radiância normalmente empanasse a de qualquer pessoa, hoje embelezava todos sobre quem incidia. Gina e Gabrielle, ambas usando trajes dourados, pareciam ainda mais bonitas do que de costume, e quando Fleur chegou aonde estava Gui, ele pareceu jamais ter enfrentado Lobo Greyback.
— Senhoras e senhores — anunciou uma voz ligeiramente cantada, e, com um leve choque, Harry reconheceu o mesmo bruxo franzino com cabelos em tufos que presidira o funeral de Dumbledore, agora diante de Gui e Fleur. — Estamos aqui reunidos para celebrar a união de dois fiéis...
— Decididamente, a minha tiara valoriza toda a cerimônia -comentou tia Muriel, com um poderoso sussurro. — Mas é preciso que se diga, o vestido de Ginevra está decotado demais.
Gina olhou para o lado, sorrindo, piscou para Harry e em seguida virou-se de novo para a frente. O pensamento de Harry transportou-se a grande distância da tenda, para as tardes em que passaram a sós em lugares isolados dos jardins da escola. Pareciam ter sido há tanto tempo; sempre bons demais para serem reais, como se ele tivesse furtado horas ensolaradas da vida de alguém normal, alguém sem cicatriz em forma de raio no meio da testa...
— Guilherme Arthur, você aceita Fleur Isabelle...?
Na primeira fila, a sra. Weasley e Madame Delacour choravam baixinho em lencinhos de renda. Sons de trombeta ao fundo da tenda anunciaram que Hagrid puxara do bolso um dos seus lenços tamanho-toalha. Hermione virou-se sorridente para Harry; seus olhos também estavam marejados de lágrimas.
— ... então eu os declaro unidos para toda a vida.
O bruxo de cabelos em tufos ergueu a varinha sobre as cabeças de Gui e Fleur e uma chuva de estrelas caiu sobre os noivos, envolvendo em espirais os seus corpos agora entrelaçados. Enquanto Fred e Jorge puxavam uma salva de palmas, os balões dourados no alto estouraram: flutuaram no ar aves do paraíso e minúsculos sinos de prata que somaram seus cantos e tinidos à zoada geral.
— Senhoras e senhores! — falou o bruxo de cabelos em tufos. — Por favor, queiram se levantar!
Todos obedeceram, tia Muriel resmungando audivelmente; ele acenou a varinha. As cadeiras em que as pessoas tinham estado sentadas se ergueram graciosamente no ar, ao mesmo tempo que as paredes da tenda desapareciam, deixando agora os convidados apenas sob o toldo sustentado pelos postes dourados, com uma vista gloriosa do pomar ensolarado e do campo ao redor. Em seguida, uma poça de ouro líquido se espalhou do centro para a periferia da tenda formando uma pista de dança reluzente; as cadeiras suspensas se agruparam em torno das mesinhas, cobertas com toalhas brancas, o conjunto flutuou suavemente de volta ao jardim, e a banda de paletós dourados marchou em direção a um pódio.
— Legal — aprovou Rony, enquanto os garçons surgiam de todos os lados, alguns trazendo bandejas de prata com suco de abóbora, cerveja amanteigada e uísque de fogo, outros equilibrando montanhas de tortinhas e sanduíches.
— Temos que ir cumprimentá-los! — disse Hermione, ficando nas pontas dos pés para localizar onde Gui e Fleur tinham desaparecido cercados por uma multidão que lhes desejava felicidades.
— Bem, teremos tempo depois — disse Rony dando de ombros, e, tirando três cervejas amanteigadas de uma bandeja que passava, entregou uma a Harry. — Hermione, é agora, vamos pegar uma mesa... ali não! O mais longe da Muriel...
Rony atravessou a pista de dança vazia, olhando para os lados: Harry teve certeza de que ele estava atento a Krum. Quando finalmente alcançaram o lado oposto do toldo, a maior parte das mesas já estava tomada: a mais vazia era a que Luna ocupava sozinha.
— Tudo bem se a gente sentar com você? — perguntou Rony.
— Ah, claro — respondeu ela contente. — Papai foi entregar a Gui e Fleur o nosso presente.
— Que é... um estoque de raízes-de-cuia para a vida toda? — perguntou Rony.
Hermione deu-lhe um pontapé por baixo da mesa, mas acertou em Harry. Com os olhos lacrimejando de dor, o garoto perdeu o fio da conversa por alguns momentos.
A banda começara a tocar. Gui e Fleur foram os primeiros na pista de dança, sob os aplausos gerais; passado um momento, o sr. Weasley chegou com Madame Delacour, no que foi seguido pela sra. Weasley com o pai de Fleur.
— Gosto dessa música — disse Luna, balançando-se no ritmo de uma valsa, e segundos depois ela se levantou e deslizou para a pista, onde dançou sem sair do lugar, sozinha, agitando os braços de olhos fechados.
— Ela é ótima, não é? — comentou Rony com admiração. -Sempre vale a pena olhar.
O sorriso, porém, apagou-se imediatamente do seu rosto: Vítor Krum havia sentado na cadeira desocupada por Luna. Hermione pareceu agradavelmente perturbada, mas desta vez Krum não viera cumprimentá-la. Com o rosto contraído, ele perguntou:
— Quem é aquele homem de amarrelo?
— É o Xenofílio Lovegood, pai de uma amiga nossa — respondeu Rony. Seu tom agressivo indicava que eles não iriam rir de Xenofílio, apesar da clara provocação. — Vamos dançar — acrescentou ele, bruscamente, para Hermione.
Ela pareceu surpresa, mas também feliz, e se levantou: eles desapareceram na pista de dança que agora ia enchendo de dançarinos.
— Ah, eles estão juntos agora? — perguntou Krum, momentaneamente distraído.
— Ah... mais ou menos — respondeu Harry.
— E você quem é? — tornou Krum.
— Barny Weasley.
Eles se apertaram as mãos.
— Você, Barny... conhece bem esse tal Lovegood?
— Não, eu o conheci hoje. Por quê?
Krum franziu o cenho por cima da borda do copo de bebida, observando Xenofílio, que conversava com vários bruxos do lado oposto da pista de dança.
— Porrque — disse Krum — se ele não fosse convidado da Fleur, eu o desafiarria parra um duelo aqui e agorra, porr usarr aquele símbolo nojento no peito.
— Símbolo? — admirou-se Harry, olhando também para Xenofílio. O estranho olho triangular brilhava em seu peito. — Por quê? Qual é o problema?
— Grrindelvald. Aquele é o símbolo de Grrindelvald.
— Grindelwald... o bruxo das trevas que Dumbledore derrotou?
— Exatamente. — Os músculos do queixo de Krum se moveram como se estivesse mascando, e ele continuou: — Grrindelvald matou muitas pessoas, meu avô, porr exemplo. Naturralmente ele nunca foi muito poderroso em seu país, diziam que temia Dumbledorre: e com razão, sabendo como foi derrotado. Mas isto... — Ele apontou para Xenofílio. — Isto é o símbolo dele, reconheci na hora: Grrindelvald grravou-o em uma parrede de Durrmstrrang quando estudou lá. Alguns idiotas o copiarram nos livros e nas roupas, querrendo chocarr, se fazerr de imporrtantes, até que aqueles, como nós, que tínhamos perrdido familiarres porr culpa de Grrindelvald demos uma lição neles.
Krum estalou as juntas dos dedos ameaçadoramente, amarrando a cara para Xenofílio. Harry ficou perplexo. Parecia-lhe extremamente improvável que o pai de Luna fosse um seguidor das Artes das Trevas, e ninguém mais na tenda parecia ter reconhecido o triângulo, cujo formato lembrava uma runa.
— Você tem, ah, certeza que é de Grindelwald...?
— Não estou enganado — replicou Krum com frieza. — Passei porr aquele símbolo durrante anos, conheço-o bem.
— Bem, tem uma probabilidade de que Xenofílio não saiba o que o símbolo realmente significa. Os Lovegood são muito... incomuns. Ele pode muito bem tê-lo comprado por aí, achando que é o corte transversal de uma cabeça de Bufadores de Chifre Enrugado ou outra coisa qualquer.