O Olho do Mundo
- Автор: Джордан Роберт
- Серия: A Roda do Tempo #1
- Год: 2013
- Язык: португальский
- Переводчик: Fábio Fernandes
- Жанр: Фэнтези
Электронная книга - «O Olho do Mundo». Краткое содержание книги:
Аннотация
O Olho do Mundo— Paz, mas é bom ver você, Dai Shan — disse o Senhor de Fal Dara. — E você, Moiraine Aes Sedai, talvez ainda mais. Sua presença me aquece, Aes Sedai.
— Ninte calichniye no domashita, Agelmar Dai Shan — respondeu Moiraine formalmente, mas com um toque na voz que dizia que os dois eram velhos amigos. — Suas boas-vindas me aquecem, Lorde Agelmar.
— Kodome calichniye ga ni Aes Sedai hei. Aqui uma Aes Sedai é sempre bem-vinda. — Virou-se para Loial. — Você está longe dos pousos, Ogier, mas honra Fal Dara. Glória eterna aos Construtores. Kiserai ti Wansho hei.
— Não sou digno — disse Loial, fazendo uma mesura. — É o senhor quem me honra. — Olhou para as paredes de pedra escura e pareceu lutar consigo mesmo. Rand ficou feliz porque o Ogier conseguiu evitar mais comentários.
Serviçais vestidos de preto e dourado apareceram silenciosamente, os pés calçados em chinelos macios. Uns traziam toalhas dobradas, úmidas e quentes, sobre bandejas de prata, para limpar a poeira do rosto e das mãos. Outros traziam vinho quente e tigelas prateadas com ameixas e pêssegos secos. Lorde Agelmar deu ordens para que quartos fossem preparados, e também banhos.
— Uma longa jornada de Tar Valon — disse. — Vocês devem estar cansados.
— Uma jornada curta pelo caminho que tomamos — disse Lan —, mas mais cansativa que o caminho longo.
Agelmar pareceu intrigado quando o Guardião não falou mais nada, mas disse meramente:
— Alguns dias de descanso porão todos em ótima disposição.
— Peço uma noite de guarida, Lorde Agelmar — disse Moiraine —, para nós e nossos cavalos. E suprimentos frescos de manhã, se puder dispor deles. Precisamos deixá-lo cedo, lamento.
Agelmar franziu a testa.
— Mas pensei… Moiraine Sedai, não tenho direito de lhe pedir isso, mas você valeria mil lanças na Garganta de Tarwin. E você, Dai Shan. Mil homens virão quando souberem que o Grou Dourado voa mais uma vez.
— As Sete Torres estão quebradas — disse Lan com severidade —, e Malkier está morta; os poucos do povo dela que restaram estão espalhados pela face da terra. Eu sou um Guardião, Agelmar, jurado à Chama de Tar Valon, e estou ligado à Praga.
— É claro, Dai Sh… Lan. É claro. Mas certamente alguns dias de atraso, algumas semanas no máximo, não farão diferença. Vocês são necessários. Você e Moiraine Sedai.
Moiraine aceitou um cálice de prata de um dos serviçais.
— Ingtar parece crer que vocês derrotarão esta ameaça assim como derrotaram muitas outras ao longo dos anos.
— Aes Sedai — disse Agelmar, seco —, se Ingtar tivesse de cavalgar sozinho até a Garganta de Tarwin, ele cavalgaria o caminho inteiro proclamando que os Trollocs seriam derrubados mais uma vez. Ele é quase orgulhoso o suficiente para acreditar que poderia fazer isso sozinho.
— Desta vez ele não está tão confiante quanto você pensa, Agelmar. — O Guardião ergueu uma taça, mas não bebeu. — As coisas estão tão mal assim?
Agelmar hesitou, puxando um mapa de dentro da pilha sobre a mesa. Ele ficou encarando o mapa sem enxergar por um momento, então o jogou de lado.
— Quando cavalgarmos até a Garganta — disse em voz baixa —, as pessoas serão enviadas para Fal Moran, ao sul. Talvez a capital possa resistir. Paz, ela tem de resistir. Alguma coisa tem de resistir.
— Tão mal assim? — perguntou Lan, e Agelmar assentiu, cansado.
Rand trocou olhares de preocupação com Mat e Perrin. Era fácil crer que os Trollocs reunidos na Praga estavam atrás dele. Atrás deles. Agelmar prosseguiu, pessimista:
— Kandor, Arafel, Saldaea… Os Trollocs atacaram todas ininterruptamente ao longo do inverno. Nada assim acontece desde as Guerras dos Trollocs; os ataques nunca foram tão ferozes, nem tão grandes, nem tão próximos de casa. Todo rei e conselho tem certeza de que um grande ataque está vindo da Praga, e todos nas Terras da Fronteira acreditam que está vindo contra eles. Nenhum de seus batedores, e nenhum dos guardiões, relata Trollocs se reunindo acima de suas fronteiras como temos aqui, mas eles acreditam, e todos têm medo de enviar combatentes para outros lugares. As pessoas sussurram que o mundo está chegando ao fim, e que o Tenebroso está solto novamente. Shienar cavalgará sozinha até a Garganta de Tarwin, e estaremos em desvantagem de pelo menos dez para um. Pode vir a ser a última Reunião das Lanças.
“Lan… não!, Dai Shan, pois você é um Senhor das Batalhas do Diadema de Malkier, não importa o que diga. Dai Shan, o estandarte do Grou Dourado na vanguarda daria ânimo aos homens que sabem que estão indo para o norte para morrer. A notícia vai se espalhar como fogo na floresta, e, embora seus reis tenham ordenado que fiquem onde estão, lanças virão de Arafel e Kandor, e até mesmo de Saldaea. Embora possam não chegar a tempo para ficar ao nosso lado na Garganta, eles poderão salvar Shienar.”
Lan olhou para seu vinho. Seu rosto não mudou, mas o vinho molhou sua mão; ele esmagou o cálice de prata. Um serviçal pegou o cálice arruinado e limpou a mão do Guardião com uma toalha; um segundo pôs um novo cálice em sua mão enquanto o outro era rapidamente levado embora. Lan nem pareceu notar.
— Não posso! — murmurou ele, a voz rouca. Quando levantou a cabeça, seus olhos azuis ardiam com uma luz feroz, mas a voz estava calma novamente e sem emoção. — Eu sou um Guardião, Agelmar. — Seu olhar duro deslizou por Rand, Mat e Perrin até chegar a Moiraine. — Ao amanhecer, cavalgarei para a Praga.
Agelmar soltou um suspiro pesado.
— Moiraine Sedai, você, pelo menos, não virá? Uma Aes Sedai poderia fazer a diferença.
— Não posso, Lorde Agelmar. — Moiraine parecia preocupada. — Realmente há uma batalha a ser travada, e não é por acaso que os Trollocs estão reunidos na fronteira de Shienar, mas nossa batalha, a verdadeira batalha contra o Tenebroso, acontecerá na Praga, no Olho do Mundo. Você deve travar sua batalha, e nós a nossa.
— Você não pode estar me dizendo que ele está à solta! — O pétreo Agelmar parecia abalado, e Moiraine rapidamente sacudiu a cabeça.
— Ainda não. Se vencermos no Olho do Mundo, talvez nunca mais.
— Você consegue localizar o Olho, Aes Sedai? Se deter o Tenebroso depender disso, provavelmente já estamos mortos. Muitos tentaram e fracassaram.
— Eu posso encontrá-lo, Lorde Agelmar. A esperança ainda não está perdida.
Agelmar a estudou, e depois os outros. Ele parecia intrigado com Nynaeve e Egwene; as roupas rurais das duas contrastavam agudamente com o vestido de seda de Moiraine, embora todas estivessem igualmente sujas graças à viagem.
— Elas são Aes Sedai também? — perguntou, duvidando. Quando Moiraine sacudiu a cabeça em negativa, ele pareceu ainda mais confuso. Seu olhar seguiu para os rapazes de Campo de Emond, detendo-se em Rand, passando pela espada com o encordoamento vermelho em sua cintura. — Uma guarda estranha que você leva consigo, Aes Sedai. Só um combatente. — Ele olhou de relance para Perrin, e o machado que pendia de seu cinturão. — Talvez dois. Mas ambos são pouco mais que rapazes. Deixe-me enviar homens com vocês. Cem lanças a mais ou a menos não farão diferença na Garganta, mas vocês vão precisar de mais do que um Guardião e três jovens. E duas mulheres não vão ajudar, a menos que sejam Aiel disfarçadas. A Praga está pior do que de costume este ano. Ela… está se agitando.
— Cem lanças seriam demais — disse Lan. — E mil não são o bastante. Quanto maior o grupo que levarmos para dentro da Praga, maior a chance de atrairmos atenção. Precisamos chegar ao Olho sem lutar, se pudermos. Você sabe que o resultado é quase certo quando os Trollocs forçam uma batalha dentro da Praga.