A Grande Caçada
- Автор: Джордан Роберт
- Серия: A Roda do Tempo #2
- Язык: португальский
- Переводчик: F
- Жанр: Фэнтези
Электронная книга - «A Grande Caçada». Краткое содержание книги:
As duas precisaram apoiá-lo, uma em cada braço, levando-o até onde as fogueiras já ardiam, não muito longe de uma estrada de terra batida. Loial estava lá, lendo um livro chamado Navegar Além do Pôr do Sol. Perrin também estava, e olhava fixamente para uma das fogueiras. Os shienaranos faziam preparativos para o jantar. Lan estava sentado sob uma árvore, a fiando a espada. O Guardião dirigiu um olhar cauteloso a Rand, então assentiu.
E havia outra coisa, também. O estandarte do Dragão tremulava ao vento no meio do acampamento. Haviam encontrado uma haste adequada para substituir o galho de Perrin.
— O que isso está fazendo aqui, onde qualquer um que passe pode ver? — exigiu saber Rand.
— É tarde demais para se esconder, Rand — a firmou Moiraine. — Sempre foi tarde demais para você se esconder.
— Mas você não precisa colocar um sinal dizendo “estou aqui”. Nunca vou encontrar Fain se alguém me matar por causa desse estandarte. — Ele se virou para Loial e Perrin. — Estou feliz por vocês terem ficado. Mas entenderia se não tivessem.
— Por que eu não ficaria? — perguntou Loial. — Você é ainda mais ta’veren do que eu pensava, é verdade, mas é meu amigo. Espero que ainda seja. — As orelhas dele tremelicaram, transmitindo sua insegurança.
— Sou — respondeu Rand. — Enquanto for seguro para você ficar por perto, e mesmo depois. — O Ogier deu um sorriso de orelha a orelha.
— Eu também vou ficar — a firmou Perrin. Havia uma ponta de resignação, ou aceitação, em sua voz. — A Roda nos tece com firmeza no Padrão, Rand. Quem teria pensado nisso, lá em Campo de Emond?
Os shienaranos se aglomeravam em volta deles. Para a surpresa de Rand, todos caíram de joelhos. Cada um deles o observava.
— Queremos jurar nossa lealdade a você — disse Uno.
Os outros que se ajoelhavam assentiram.
— Os juramentos de vocês são a Ingtar e a Lorde Agelmar — protestou Rand. — Ingtar teve uma boa morte, Uno. Ele morreu para que o resto de nós pudesse escapar com a Trombeta. — Não havia necessidade de contar o restante a ninguém. Esperava que Ingtar tivesse encontrado a Luz novamente. — Diga isso ao Lorde Agelmar, quando voltar a Fal Dara.
— Dizem — começou o caolho, com cautela — que, quando o Dragão Renascer, ele quebrará todos os juramentos, desfazendo todos os laços. Agora nada nos prende. Nós queremos fazer juramentos a você.
Ele sacou a espada e colocou-a diante de si, com o cabo voltado para Rand. Os outros shienaranos fizeram o mesmo.
— Você enfrentou o Tenebroso — falou Masema. Masema, que o odiava. Masema, que olhava para ele como se estivesse diante de uma visão da Luz. — Eu vi, Lorde Dragão. Sou seu homem até a morte. — Seus olhos escuros brilhavam com fervor.
— Você precisa escolher, Rand — a firmou Moiraine. — O mundo será rompido, não importa se é você quem o fará. Tarmon Gai’don chegará, e só isso já é o suficiente para fazer o mundo em pedaços. Você tentará se esconder do que é e deixar o mundo enfrentar a Última Batalha indefeso? Faça sua escolha.
Todos olhavam para ele, todos esperavam. A morte é mais leve que a pluma. O dever, mais pesado que a montanha. Ele tomou sua decisão.
50
Depois
As histórias se espalharam por barco e cavalo, por carroções de mercadores e homens a pé. Foram contadas e recontadas, com algumas pequenas variações, mas ainda a mesma história. Alcançaram Arad Doman, Tarabon e além, falando dos sinais e portentos nos céus de Falme. Alguns homens se proclamaram a favor do Dragão, outros homens os mataram.
E então morreram por isso.
Outras histórias também se espalharam, sobre uma coluna que cavalgava vinda do sol poente, atravessando a Planície de Almoth. Cem homens da Fronteira, diziam os relatos. Não, mil. Não, mil heróis haviam voltado de seus túmulos em resposta ao chamado da Trombeta de Valere. Dez mil. Eles haviam destruído uma legião inteira dos Filhos da Luz. Eles haviam combatido os exércitos regressados de Artur Asa-de-gavião, mandando-os de volta para o mar. Eles eram os exércitos de Artur Asa-de-gavião, que voltavam. E seguiam rumo às montanhas, rumo à aurora.
Ainda assim, uma coisa era igual em todas as histórias.
À frente deles, ia um homem cujo rosto fora visto nos céus de Falme, e eles cavalgavam sob o estandarte do Dragão Renascido.
E homens clamaram ao Criador, dizendo: Ó, Luz dos Céus, Luz do Mundo, deixe que o prometido nasça da montanha, conforme as Profecias, como aconteceu em Eras passadas e acontecerá nas Eras vindouras. Deixe que o Príncipe da Manhã cante para a terra sobre as coisas verdes que crescerão e os vales que gerarão cordeiros. Deixe que a mão do Lorde da Manhã nos abrigue do Escuro, e que a montante da justiça nos defenda. Deixe que o Dragão cavalgue novamente nos ventos do tempo.