A Tormenta de Espadas
- Автор: Мартин Джордж Рэймонд Ричард
- Год: 2006
- Язык: португальский
- Год: Leya
- ISBN: 9788580442625
- Переводчик: Jorge Candeias
- Жанр: Прочая древняя литература
Электронная книга - «A Tormenta de Espadas». Краткое содержание книги:
– A Fortaleza Vermelha transborda de convidados para o casamento. Assim que eles partirem, arranjaremos instalações mais adequadas para você.
– Gostava bastante destas instalações. Já marcou uma data para essa grande boda?
– Joffrey e Margaery vão se casar no primeiro dia do novo ano, que vem a ser também o primeiro dia do novo século. A cerimônia anunciará o alvorecer de uma nova era.
Uma nova era Lannister, pensou Tyrion.
– Oh, que pena, temo que tenha feito outros planos para esse dia.
– Veio aqui só para se queixar de seu quarto e fazer seus gracejos sem graça? Tenho cartas importantes a terminar.
– Cartas importantes. Certamente.
– Algumas batalhas ganham-se com espadas e lanças, outras com penas e corvos. Poupe-me dessas censuras veladas, Tyrion. Visitei seu leito de doente tão frequentemente quanto Meistre Ballabar permitiu, quando parecia provável que morresse. – Juntou os dedos por baixo do queixo. – Por que motivo dispensou Ballabar?
Tyrion encolheu os ombros.
– Meistre Frenken não está tão decidido a me manter inanimado.
– Ballabar chegou à cidade na comitiva de Lorde Redwyne. Um curandeiro de talento, segundo se diz. Foi gentil da parte de Cersei pedir-lhe que cuidasse de você. Ela temia por sua vida.
Temia que eu pudesse conservá-la, você quer dizer.
– Foi sem dúvida por isso que ela nunca saiu de junto do meu leito.
– Não seja impertinente. Cersei tem um casamento real para planejar, eu travo uma guerra, e você está fora de perigo há pelo menos uma quinzena. – Lorde Tywin estudou o rosto desfigurado do filho, sem hesitação nos olhos verde-claros. – Se bem que o ferimento seja bastante horrível, admito. Que loucura o possuiu?
– O inimigo estava junto ao portão com um aríete. Se Jaime tivesse liderado a surtida, você iria chamar isso de valor.
– Jaime nunca seria insensato ao ponto de tirar o elmo numa batalha. Espero que tenha matado o homem que te cortou?
– Oh, o desgraçado está bastante morto. – Embora tivesse sido Podrick Payne quem matara Sor Mandon, atirando-o ao rio para se afogar sob o peso da armadura. – Um inimigo morto é uma alegria que perdura para sempre – disse Tyrion alegremente, se bem que Sor Mandon não fosse seu verdadeiro inimigo. O homem não tinha motivo algum para querê-lo morto. Era só uma marionete, e creio que sei a que ventríloquo pertencia. Ela disse-lhe para se certificar de que eu não sobreviveria à batalha. Mas, sem provas, Lorde Tywin nunca daria ouvidos a tal acusação. – Por que está aqui na cidade, pai? – perguntou. – Não devia andar bem longe lutando contra Lorde Stannis, Robb Stark ou qualquer outro? – E quanto mais depressa melhor.
– Até que Lorde Redwyne traga a sua frota do sul, não dispomos de navios para assaltar Pedra do Dragão. Não importa. O sol de Stannis Baratheon se pôs na Água Negra. Quanto ao Stark, o rapaz continua no oeste, mas uma grande força de nortenhos sob o comando de Helman Tallhart e Robett Glover encaminha-se para Valdocaso. Mandei Lorde Tarly ao seu encontro, enquanto Sor Gregor sobe a estrada do rei para interceptar a retirada deles. Tallhart e Glover serão pegos entre ambos, com um terço das forças dos Stark.
– Valdocaso? – nada havia em Valdocaso que valesse um risco desses. Teria finalmente o Jovem Lobo disparatado?
– Não é nada com que tenha de se preocupar. Seu rosto está pálido como a morte, e tem sangue escorrendo de suas ataduras. Diga o que quer e volte para a cama.
– O que eu quero… – Sentia a garganta irritada e apertada. O que era que realmente queria? Mais do que você possa algum dia me dar, pai. – Pod disse-me que o Mindinho foi feito Senhor de Harrenhal.
– Um título vazio, enquanto Roose Bolton defender o castelo em nome de Robb Stark, mas Lorde Baelish estava desejoso dessa honraria. Prestou-nos bons serviços na questão do casamento Tyrell. Um Lannister paga as suas dívidas.
Na verdade, o casamento Tyrell tinha sido ideia de Tyrion, mas pareceria grosseiro tentar agora reclamar o crédito.
– Esse título pode não ser tão vazio quanto você imagina – preveniu. – Mindinho nada faz sem bons motivos. Mas não importa. Creio que disse qualquer coisa sobre pagar dívidas?
– E você quer a sua recompensa, é isso? Muito bem. O que quer de mim? Terras, um castelo, um cargo qualquer?
– O raio de um pouco de gratidão seria um bom começo.
Lorde Tywin fitou-o sem pestanejar.
– Saltimbancos e macacos precisam de aplausos. Aerys também precisava, por sinal. Você fez o que lhe foi ordenado, e estou certo de ter usado o melhor de suas capacidades. Ninguém nega o papel que desempenhou.
– O papel que desempenhei? – aquilo que restava a Tyrion de narinas devia certamente ter se dilatado. – Salvei sua maldita cidade, segundo me parece.
– A maior parte das pessoas parece pensar que foi meu ataque ao flanco de Lorde Stannis que virou a maré da batalha. Lordes Tyrell, Rowan, Redwyne e Tarly também lutaram nobremente, e segundo me disseram foi sua irmã Cersei quem colocou os piromantes para fazer o fogovivo que destruiu a frota Baratheon.
– Enquanto tudo que eu fiz foi aparar os pelos do nariz, é isso? – Tyrion não conseguiu disfarçar a amargura de sua voz.
– Sua corrente foi um golpe inteligente e crucial para a nossa vitória. Era isso que queria ouvir? Disseram-me que também devemos a você a nossa aliança com Dorne. Pode gostar de saber que Myrcella chegou em segurança a Lançassolar. Sor Arys Oakheart escreve que ela simpatizou muito com a Princesa Arianne, e que o Príncipe Trystane está encantado com ela. Não gosto de dar um refém à Casa Martell, mas suponho que isso não podia ser evitado.
– Teremos também o nosso refém – disse Tyrion. – Um lugar no conselho faz parte do acordo. A não ser que o Príncipe Doran traga um exército quando vier reclamá-lo, estará se colocando em nosso poder.
– Seria bom se um lugar no conselho fosse tudo que Martell vem reclamar – disse Lorde Tywin. – Também lhe prometeu vingança.
– Prometi justiça.
– Chame do que quiser. Ambas resumem-se a sangue.
– Não é artigo de que haja escassez, certo? Nadei através de lagos disso durante a batalha. – Tyrion não via razão para não ir direto ao assunto. – Ou será que passou a gostar tanto de Gregor Clegane que não pode suportar se separar dele?
– Sor Gregor tem seus usos, tal como o irmão tinha. Todos os senhores precisam de um animal de vez em quando... uma lição que você parece ter aprendido, julgando por Sor Bronn e por aqueles seus homens dos clãs.
Tyrion pensou no olho queimado de Timett, em Shagga, com seu machado, em Chella com seu colar de orelhas secas. E em Bronn. Acima de tudo em Bronn.
– A floresta está cheia de animais – lembrou ao pai. – As vielas também.
– É verdade. Talvez outros cães também queiram caçar. Vou pensar nisso. Se não há mais nada...
– Tem cartas importantes, claro. – Tyrion levantou-se sobre pernas inseguras, fechou os olhos por um instante quando uma onda de tontura o varreu, e deu um passo trêmulo na direção da porta. Mais tarde, iria pensar que devia ter dado mais um, e depois um terceiro. Em vez disso, virou-se.
– O que eu quero, o senhor pergunta? Eu digo o que quero. Quero o que é meu por direito. Quero o Rochedo Casterly.
Os lábios do pai endureceram.
– O direito de nascença de seu irmão?
– Os cavaleiros da Guarda Real estão proibidos de se casar, de gerar filhos e de possuir terras, sabe disso tão bem quanto eu. No dia em que Jaime prendeu aquele manto branco aos ombros, renunciou à pretensão a Rochedo Casterly, mas você não reconheceu isso nem uma vez. Já é mais que tempo. Quero que se levante perante o reino e proclame que sou seu filho e legítimo herdeiro.