Harry Potter e as Relíquias da Morte [BRA]
- Автор: Роулинг Джоан Кэтлинг
- Серия: Harry Potter (pt) #7
- Год: 2007
- Язык: португальский
- Переводчик: Lia Wyler
- Жанр: Фэнтези
Электронная книга - «Harry Potter e as Relíquias da Morte [BRA]». Краткое содержание книги:
— Bem, você não pode fazer nada a respeito das... — Rony enunciou a palavra Horcruxes — até fazer dezessete anos. Ainda tem o rastreador. E podemos planejar aqui tão bem quanto em qualquer outro lugar, não? Ou — a voz dele virou um sussurro — já tem idéia de onde estão as você-sabe-o-quê?
— Não — admitiu Harry.
— Acho que a Hermione tem feito umas pesquisas. Ela me disse que estava guardando os resultados para quando você chegasse.
Os dois estavam sentados à mesa do café da manhã; o sr. Weasley e Gui tinham acabado de sair para o trabalho, a sra. Weasley subira para acordar Hermione e Gina, e Fleur fora tomar banho.
— O rastreador perderá a validade no dia trinta e um — disse Harry. — Isto significa que só preciso ficar aqui mais quatro dias. Depois eu posso...
— Cinco dias — Rony corrigiu-o com firmeza. — Temos que ficar para o casamento. Eles nos matarão se não estivermos aqui.
Harry entendeu que o “eles” se referia a Fleur e a sra. Weasley.
— É só mais um dia — disse Rony, quando Harry pareceu se rebelar.
— Será que não compreendem como é importante...?
— Claro que não — respondeu Rony. — Não fazem a menor idéia. E agora que você tocou nesse assunto, eu queria mesmo esclarecer umas coisas.
Rony olhou para a porta que abria para o corredor a ver se a sra. Weasley já estava voltando, depois se curvou para Harry.
— Mamãe esteve tentando extrair informações de Hermione e de mim: vamos viajar para o quê. Você será o próximo, portanto prepare-se. Papai e Lupin também perguntaram, mas, quando respondemos que a recomendação de Dumbledore foi para você não comentar com ninguém exceto nós dois, eles não insistiram. Mas a mamãe, não. Ela é decidida.
As previsões de Rony se confirmaram algumas horas mais tarde. Pouco antes do almoço, a sra. Weasley afastou Harry dos outros, pedindo-lhe para identificar um pé de meia sem par que talvez tivesse caído da mochila dele. Assim que o encurralou na despensa mínima ao lado da cozinha, ela começou:
— Rony e Hermione estão achando que vocês três vão deixar Hogwarts — começou ela em um tom leve e informal.
— Ah — respondeu Harry. — Ah, é. Vamos.
O par apareceu sozinho no canto, saindo de um colete que parecia ser do sr. Weasley.
— Posso perguntar por que vocês vão abandonar sua educação?
— Bem, Dumbledore me deixou... umas coisas para fazer — murmurou Harry. — Rony e Hermione sabem disso, e querem vir comigo.
— Que tipo de “coisas”?
— Desculpe, mas não posso...
— Ora, francamente, acho que Arthur e eu temos o direito de saber, e tenho certeza de que o sr. e a sra. Granger concordariam comigo! — retrucou a sra. Weasley. Harry receara a estratégia dos “pais preocupados”. Fez força para encarar a senhora nos olhos, reparando, ao fazer isso, que eles tinham exatamente o mesmo tom de castanho dos de Gina. Isso não ajudou nem um pouco.
— Dumbledore não queria que mais ninguém soubesse. Sinto muito. Rony e Hermione não têm que viajar comigo, foi a opção que fizeram...
— Também não vejo por que você precisa ir! — retorquiu ela, abandonando todo o fingimento. — Vocês mal atingiram a maioridade, os três! É um absurdo, se Dumbledore precisava que fizessem algum serviço para ele, tinha a Ordem inteira à disposição! Harry, você deve ter entendido mal. Provavelmente ele estava falando de alguma coisa que queria que alguém fizesse, e você entendeu que se referia a você...
— Não entendi mal — respondeu Harry resoluto. — O alguém era eu. Ele devolveu à sra. Weasley o pé de meia estampado com juncos dourados que supostamente deveria identificar.
— Não é minha, eu não torço pelo Puddlemere United.
— Ah, claro que não — disse a bruxa, com um retorno repentino e enervante ao seu tom informal. — Eu devia ter me lembrado. Então, Harry, enquanto estiver aqui conosco, não irá se importar de ajudar nos preparativos para o casamento de Gui e Fleur, não é? Ainda falta fazer tanta coisa!
— Não... eu... claro que não — respondeu Harry, desconcertado com a súbita mudança de assunto.
— Você é muito gentil. — Ela o aprovou, sorrindo, e saiu da despensa.
Daquele momento em diante, a sra. Weasley manteve Harry, Rony e Hermione tão ocupados com os preparativos para o casamento que mal lhes sobrava tempo para pensar. A explicação mais caridosa para tal atitude seria a vontade de distraí-los para não pensarem em Olho-Tonto e nos terrores da recente viagem. Depois de dois dias limpando talheres sem parar, combinando, por cor, presentinhos para os convidados, fitas e flores, desgnomizando o jardim e ajudando a sra. Weasley a cozinhar enormes tabuleiros de petiscos, no entanto, Harry começou a suspeitar que ela tivesse um motivo diverso. Todos os serviços que distribuía pareciam manter Rony, Hermione e ele afastados um do outro; Harry não tivera oportunidade de falar a sós com os amigos desde a primeira noite, quando lhes contara que Voldemort estava torturando Olivaras.
— Acho que mamãe pensa que, se impedir vocês três de se reunirem para fazer planos, poderá adiar a sua partida — murmurou Gina para Harry, na terceira noite, quando punham a mesa para o jantar.
— E que é que ela acha que vai acontecer? — perguntou Harry no mesmo tom de voz. — Que talvez outra pessoa liquide Voldemort enquanto ela nos segura aqui preparando vol-au-vents?
Ele falara sem pensar e notou que o rosto de Gina ficara lívido.
— Então é verdade? É isso que vão tentar fazer?
— Eu... não... eu estava brincando — respondeu Harry, fugindo à pergunta.
Os dois se encararam, e havia algo mais do que uma forte comoção no rosto de Gina. Subitamente, Harry percebeu que era a primeira vez que ficava a sós com ela, desde as horas roubadas em lugares isolados de Hogwarts. E teve a certeza de que Gina também estava se lembrando daqueles momentos. Os dois se sobressaltaram quando a porta abriu e o sr. Weasley, Kingsley e Gui entraram.
Agora, era freqüente outros membros da Ordem virem jantar, porque A Toca substituíra o largo Grimmauld nº 12 como quartel-general. O sr. Weasley explicara que, depois da morte de Dumbledore, que era o fiel do segredo, cada uma das pessoas a quem ele confiara a localização da casa se tornara, por sua vez, um fiel do segredo.
— E como somos uns vinte, isso dilui muito o poder do Feitiço Fidelius. A possibilidade de os Comensais da Morte extraírem o segredo de um deles é vinte vezes maior. Não podemos esperar que o segredo seja mantido por muito mais tempo.
— Mas, com certeza, a essa altura, Snape já terá informado aos Comensais o endereço, não? — perguntou Harry.
— Bem, Olho-Tonto preparou alguns feitiços contra Snape, caso ele voltasse a aparecer por lá. Temos esperança de que sejam suficientemente fortes para mantê-lo a distância e amarrar sua língua, se tentar falar sobre a casa, mas não podemos estar seguros. Teria sido loucura continuar a usar o local como quartel-general, agora que sua proteção se tornou tão precária.
A cozinha estava tão apinhada naquela noite que tornava difícil o uso de garfos e facas. Harry se viu espremido ao lado de Gina; as palavras não ditas que os dois haviam trocado o fez desejar que estivessem separados por mais gente. Ele fazia tanto esforço para não roçar no braço dela que mal conseguia cortar a galinha no próprio prato.
— Alguma notícia sobre Olho-Tonto? — Harry perguntou a Gui.
— Não — foi a resposta.
Não haviam realizado um funeral para Olho-Tonto porque Gui e Lupin não conseguiram resgatar o corpo. Fora difícil determinar onde poderia ter caído, por causa da escuridão e da confusão da batalha.
— O Profeta Diário não disse uma palavra sobre a morte dele nem sobre as buscas pelo corpo — continuou Gui. — Mas isso não quer dizer nada. O jornal tem omitido muita notícia ultimamente.