O Ceu estа Caindo [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 2000
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «O Ceu estа Caindo [em Português]». Краткое содержание книги:
- Não… quer dizer, sim. Mas foi um erro, entende? Cometi um erro.
- Que tipo de erro?
Joan Sinisi engoliu em seco.
- Eu… eu entendi errado uma coisa que o Sr Winthrop disse a uma pessoa.
Comportei-me muito tolamente. Sinto vergonha de mim mesma.
- Você entrou com o processo, mas não o levou ao tribunal?
- Não. Ele… nós resolvemos o processo em comum acordo. Não foi nada.
Dana olhou o apartamento em volta.
- Entendo. Pode me dizer que acordo foi?
- Não, receio que não - disse Joan Sinisi. - Tudo é muito confidencial.
Dana se perguntava o que teria feito aquela mulher tímida mover um processo judicial contra um titã como Taylor Winthrop, e por que se mostrava tão apavorada ao falar daquilo.
De que tinha medo?
Houve um longo silêncio. Joan Sinisi observava Dana, que tinha a sensação de que ela queria Lhe dizer alguma coisa.
- Srta. Sinisi…
Joan Sinisi levantou-se.
- Se não há mais nada de que precise, Srta. Evans… lamento, não posso ficar mais.
- Entendo - disse Dana.
Quisera que sim.
Ele pôs a fita na máquina e apertou o botão start.
Eu… eu entendi errado uma coisa que o Sr. Winthrop disse a uma pessoa.
Comportei-me muito tolamentte. Sinto vergonha de mim mesma.
Você entrou com o processo, mas não o levou ao tribunal? Não. Ele… nós resolvemos o processo em comum acordo. Não foi nada.
Entendo. Pode me dizer que acordo foi? Não, receio que não. Tudo é muito confidencial.
Fim da fita.
Tinha começado.
Dana tomou providências para um corretor de imóveis mostrarlhe apartamentos, mas foi uma manhã desperdiçada. Os dois cobriram Georgetown, Dupont Circle e o bairro de AdamsMorgan. Os apartamentos eram pequenos, grandes ou caros demais. Ao meio-dia, resolveu desistir - Não se preocupe - disse o corretor, tranqüilizando-a.
- Encontraremos exatamente o que está procurando.
- Espero - disse ela. E logo.
Dana não conseguia tirar Joan Sinisi da cabeça. Que informação tinha ela sobre Taylor Winthrop que faria com que ele lhe pagasse uma cobertura e Deus sabe mais o quê? Ela queria me dizer alguma coisa, pensou Dana.
Tenho certeza disso. Preciso falar de novo com ela.
Telefonou para o apartamento de Joan Sinisi.
- Boa tarde - respondeu Greta.
- Greta, aqui é Dana Evans. Por favor, eu gostaria de falar com a Srta.
Sinisi.
- Lamento. A Srta. Sinisi não está atendendo a telefonemas.
- Bem, poderia lhe dizer que é Dana Evans, e que preciso…
- Lamento, Srta. Evans. A Srta. Sinisi não está disponível. - A linha interrompeu-se.
Na manhã seguinte, Dana deixou Kemal na escola. No céu congelado, um pálido sol tentava sair Nas esquinas das ruas em toda a cidade, os mesmos Papais Noel falsos tocavam seus sinos pedindo doações para obras de caridade.
Preciso encontrar um apartamento para nós três antes da véspera do Ano- Novo, pensou.
Após chegar ao estúdio, Dana passou a manhã em reunião com o pessoal do noticiário, discutindo as matérias que iam entrar e as locações que ela precisava ter gravadas. Uma notícia era sobre um assassinato particularmente brutal, não desvendado, e Dana pensou nos Winthrops.
Telefonou mais uma vez para o número de Joan Sinisi.
- Boa tarde.
- Greta, é muito importante que eu fale com a Srta. Sinisi.
Diga a ela que Dana Evans…
- Ela não vai falar com você, Srta. Evans. - A linha interrompeu-se.
Que está acontecendo?, perguntou-se Dana e foi até a sala de Matt Baker.
Abbe Lasmann cumprimentou-a.
- Parabéns! Soube que a data do casamento foi marcada.
Dana sorriu.
- É.
Abbe deu um suspiro.
- Que pedido romântico.
- É o estilo do meu companheiro.
- Dana, nossa colunista da Conselho aos Perdidos de Amor disse que após as bodas você devia ir ao supermercado, comprar duas sacolas de enlatados e esconder na mala do seu carro.
- Por que diabos…?
- Ela disse que um dia, pela estrada afora, você poderia decidir ter uma pequena diversão extracurricular e chegar tarde em casa.
Quando Jeff perguntar onde esteve, você simplesmente lhe mostra as sacolas e diz: “Fazendo compras.” Ele vai…
- Obrigada, Abbe querida. Matt pode me receber? - vou avisá-lo de que está aqui.
Momentos depois, Dana entrava no escritório de Matt Baker.
- Sente-se, Dana. Boas notícias. Acabamos de receber os resultados das pesquisas de audiência. Arrasamos mais uma vez com a concorrência ontem à noite.
- Ótimo. Matt, conversei com uma ex-secretária de Taylor Winthrop e ela…
Ele deu-lhe um largo sorriso.
- Vocês, nativas de Virgem, não desistem, não é? Não me disse que…
- Eu sei, mas escute isto. Quando ela trabalhava para Taylor Winthrop, moveu uma ação judicial contra ele. Nunca foi a julgamento, porque Taylor fez um acordo com ela. Hoje ela mora numa enorme cobertura que por certo não poderia pagar com o salário de secretária, por isso o acordo deve ter sido realmente polpudo. Quando falei no nome Winthrop, a mulher ficou apavorada, absolutamente apavorada. Agia como se temesse pela própria vida.
Matt Baker perguntou, paciente:
- Ela temia perder a própria vida?
- Não.
- Temia Taylor Winthrop?
- Não, mas…
- Então, por tudo que você sabe, ela poderia estar com medo de um namorado que a espanca ou de arrombadores debaixo da cama. Você não tem absolutamente nada com que continuar, tem?
- Bem, eu… - Dana viu a expressão no rosto dele. Nada concreto.
- Certo. Quanto às pesquisas de audiência…
Joan Sinisi assistia ao noticiário da noite na WTN. Dana dizia:
- E nas notícias locais, segundo o último relatório, o índice de crime nos Estados Unidos caiu vinte e sete por cento nos últimos doze meses. As maiores baixas na criminalidade foran em Los Angeles, São Francisco e Detroit…
Joan Sinisi examinava o rosto de Dana, com os olhos fixos nos dela, tentando chegar a uma decisão. Viu todo o noticiário e, quando este terminou, tinha tomado sua decisão.
Quando Dana entrou em seu escritório na manhã seguinte, Olivia disse:
- Bom dia. Você recebeu três telefonemas de uma mulher que não quis deixar o nome.
- Mas ela deixou algum número?
- Não. Disse que ligaria de novo.
Trinta minutos depois, Olivia avisou.
- É aquela mulher mais uma vez na linha. Quer falar com ela?
- Pode ligar. - Dana pegou o telefone. - Alô, aqui é Dana Evans. Quem fala?
- Aqui é Joan Sinisi.
Dana sentiu o coração acelerar - Sim, Srta. Sinisi…
- Ainda quer conversar comigo? - Parecia nervosa.
- Quero. Muitíssimo.
- Tudo bem.
- Posso estar no seu apartamento em…
- Não! -Transparecia pânico em sua voz. - Precisamos nos encontrar em outro lugar. Acho que estou sendo vigiada.
- Como quiser. Onde…?
- Na seção de aves do Zoológico no parque. Pode estar lá em uma hora?
- Estarei lá.
O parque achava-se praticamente deserto. Os gélidos ventos de dezembro que varriam a cidade mantinham longe os freqüentadores habituais.
Tiritando de frio, Dana parou defronte do aviário à espera de Joan Sinisi.
Conferiu as horas no relógio de pulso. Já havia passado mais de uma hora.
Vou dar mais quinze minutos.
Quinze minutos depois, disse a si mesma: Mais meia hora e chega. Trinta minutos depois, pensou: Droga! Ela mudou de idéia.
Voltou para o escritório, congelada e molhada.
- Algum telefonema?
- Meia dúzia. Estão na sua mesa.
Dana olhou a lísta. Não constava o nome de Joan Sinisi.
Discou então o número dela. Ouviu o telefone tocar uma dezena de vezes antes de desligar. Talvez tenha mais uma vez mudado de idéia. Tentou mais duas vezes, sem resposta. Debatia-se, perguntando-se se devia voltar ao apartamento de Joan Sinisi, mas decidiu contra. Tenho de esperar que ela me procure.