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Elfos

Электронная книга - «Elfos». Краткое содержание книги:

Um frio congelante reinava nas Terras do Fiordes, quando Mandred Torgridson partiu com seus companheiros para caçar uma besta que aterrorizava os arredores de seu povoado. No entanto, o grupo acaba atacado de surpresa por uma fera meio javali, meio homem. Somente Mandred se salva. Gravemente ferido, consegue adentrar um círculo de pedras, mas, devido às dores e ao frio intenso, acaba tomado por um sono profundo. Quando surpreendentemente desperta, está ao pé de um carvalho, que lhe oferece seus milagrosos poderes de cura. Mandred então percebe que adentrou o misterioso mundo dos elfos.
Tomado pela suspeita de que era dali que teria vindo o monstro, põe-se diante da bela rainha do povo élfico e exige vingança pelas vítimas da besta. A rainha nega e, então, convoca a legendária Caçada dos Elfos para acabar com a fera. Reúne seus melhores guerreiros, Nuramon e Farodin, dois elfos cercados de segredos, e forma um grupo liderado por Mandred, que conta ainda com Aigilaos, um centauro, como arqueiro; Brandan, um elfo rastreador; Vanna, a feiticeira; e Lijema, a mãe dos lobos.
O grupo parte, então, para o Mundo dos Homens e a perseguição começa, desdobrando-se em várias aventuras fantásticas. No entanto, seu alvo revela-se um demônio de tempos remotos e as sombras da morte e da ilusão logo recaem sobre a cruzada. Mandred, Nuramon e Farodin terão de pôr à prova toda a sua coragem, amizade e lealdade para cumprir a missão.
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Mandred riu ainda mais alto, acompanhado dos humanos ao seu redor.

— Como é que o rei se chama?

— Ele se chama Neltor Tegrodson; o avô dele, Njauldred, você chegou a conhecer.

Mandred abriu caminho até Nuramon e perguntou baixo:

— Ele presta para alguma coisa?

— Ele é um rei sábio e...

— Digo, ele é um bom guerreiro? Um verdadeiro...

— Eu sei o que você quer dizer... Sim, ele é um bom guerreiro. Um excelente arqueiro. — Viu como Mandred torceu a cara. — Ele se destaca com a espada longa, mas principalmente com a espada curta... — O mau humor tomou conta dos traços do filho de humanos. — Mas é insuperável na luta com o machado!

A expressão de Mandred transformou-se repentinamente. Agora estava radiante.

— Então a melhor arma conseguiu mesmo se impor — disse ele, orgulhoso.

— Venha! Vou apresentá-lo ao seu descendente — disse Nuramon, apontando adiante. — Mais tarde, vou levá-lo à sua égua para que conheça os descendentes dela.

— Égua? Descendentes? Você...?

— Assim como você é o ancestral dos reis, a sua égua é mãe dos cavalos firnstaynenses.

Mandred sorriu orgulhoso.

— Nuramon, eu te devo uma!

Quando chegaram à grande praça, ficou evidente o quanto a cidade havia mudado. Todas as ruas tinham calçamento, as casas eram de pedra talhada — mas o Templo de Luth era de tudo o que mais prendia os olhos. Humanos de todo o reino o tinham construído ao longo de trinta anos. A praça estava praticamente vazia, embora os moradores se espremessem nas ruas laterais e nas janelas das casas. Neltor fizera um bom trabalho, pensou Nuramon. Assim, Mandred teria espaço para ficar frente a frente com o rei e seu séquito.

— Aquele é ele? — perguntou Mandred, olhando para Neltor do outro lado.

— Sim. Venha! Vamos até ele.

Os três caminharam até ficar lado a lado com o rei.

— Seja bem-vindo, Mandred Torgridson. Sou Neltor Tegrodson, seu descendente. — E curvando-se: — Sua permanência entre nós é uma honra e tenha certeza de que para nós você será sempre o jarl Mandred.

A insegurança de Neltor diante de seu ilustre antepassado era perceptível. Seu olhar estava inquieto e suas mãos tremiam levemente.

Mandred parecia não dar importância a isso. Aparentava estar tocado e falou pouco enquanto Neltor encontrava as palavras mais amigáveis para expressar o seu respeito e a importância de Mandred.

Depois de Neltor mencionar os serviços de Nuramon a ele, ao seu pai e ao seu avô, o elfo fez um sinal e os mândridos vieram da rua lateral detrás do Templo de Luth.

— Mandred, aqui estão alguns firnstaynenses que você deve conhecer.

Nuramon apontou para as duas dúzias de guerreiros. Ele vestiam armaduras leves de couro e todos estavam armados com uma espada curta e um machado. Além disso, alguns portavam arcos e flechas e outros traziam escudos redondos afivelados às costas.

— Estes são os homens que eu ensinei — disse Nuramon. — Eles são os mândridos.

Mandred olhou na direção dos guerreiros com grande espanto.

— Por Norgrimm, nunca vi rostos assim tão determinados! Com esses homens eu partiria a qualquer momento.

— Eu os treinei.

Nuramon estava orgulhoso por ter instruído os guerreiros e feito deles bons lutadores com o machado. Para isso, tinha se lembrado de tudo que Mandred ensinou a seu filho Alfadas, temperando ainda um pouco com o que Alwerich lhe mostrara.

— Ao longo dos anos, esses guerreiros puderam provar várias vezes o seu valor na luta.

— Com esses sujeitos do nosso lado teríamos conseguido trazer o fígado do duque dos trolls para os cães da cidade — resmungou Mandred ferozmente.

Nuramon trocou um olhar com Farodin. O companheiro balançava a cabeça de forma quase imperceptível.

— Mandred, seria uma honra para mim se me acompanhasse até o meu salão para celebrar com um pouco de cerveja e hidromel — disse Neltor.

— Uma oferta que Mandred não pode negar! Mas eles ali também vêm junto — disse, apontando para os mândridos. E virando-se para Nuramon e Farodin: — E quanto a vocês?

— Esse é um assunto entre o jarl e os seus descendentes — retrucou Farodin.

Em vez de responder, Mandred se deixou conduzir por sua família. Pareciam falar com ele por todos os lados. As pessoas nos limites da praça e nas ruas laterais seguiram o cortejo real.

— Ele está saboreando demais tudo isso — disse Farodin.

— Ele vai poder se alegrar com essa lembrança por um tempo, quando estivermos a caminho do portal de Noroelle.

Farodin encarou-o, incrédulo.

— Você o encontrou?

— Eu o vi.

— E como ele é? — Nuramon nunca vira Farodin assim tão curioso.

— Venha comigo até a casa de Mandred!

Farodin seguiu-o inquieto. Estava claramente impaciente, e Nuramon não o culpava por isso. Embora ele mesmo tivesse esperado por Farodin e Mandred quase cinquenta anos, teria preferido mil vezes procurar pelo lugar que vira na Gruta das Estrelas de Dareen.

Quando chegaram à casa de Mandred, Farodin olhou em volta surpreso. Ao longo daqueles anos, Nuramon tinha mudado algumas coisas. Havia sido um cliente enfastiante dos artesãos de Firnstayn. Armários, mesas e cadeiras precisavam cumprir tanto as exigências élficas quanto as de Mandred. Para isso, as armas e arcas, assim como os escudos nas paredes, precisavam lembrar que aquela era a casa de um guerreiro. Nuramon estava orgulhoso principalmente do grande machado de guerra. O ferreiro o forjara de acordo com as suas instruções, assim como o machado comum, que fora inspirado na arma de Alwerich.

— Mandred vai gostar disso. É simples e ameaçador. E esta pintura aqui... — Estava diante de um retrato de Alfadas. — Foi você que pintou?

— Sim.

— Você me surpreende.

— Então veja essa aqui, para começar! — disse Nuramon, aproximando-se de um quadro coberto sobre seu cavalete.

Então tirou o pano que cobria a pintura, na qual tinha trabalhado por mais de trinta anos. Ela mostrava a paisagem que ele vira na gruta com o oráculo.

Farodin recuou um passo para poder observar melhor a pintura. Seu olhar vagueou inquiridor pelo grande quadro: sobre a água, pela ilha, pela terra firme com suas florestas e pelas montanhas.

— Algum tempo depois de ter partido de Iskendria, encontrei o portal para o oráculo. — Enquanto seu companheiro sondava a pintura em todos os seus detalhes, Nuramon contou-lhe sobre o enigma no portal, sobre os filhos de albos das trevas e sobre a imagem que viu na Gruta das Estrelas. — Dareen me disse que devia me juntar a vocês novamente. Que devia esperar por vocês aqui. Você não faz ideia de quantas vezes quase caí na tentação de partir em busca desse lugar, mas as palavras do oráculo e a sua inscrição na estátua me impediram.

Farodin tocou a pintura.

— Isso é tinta de Yal?

— Sim. Eu mesmo a produzi. As pessoas daqui não entendem muito das cores de Yaldemee.

Farodin o encarou de forma elogiosa.

— É uma obra de arte.

— O tempo pode demorar muito para passar. E você devia ter visto as minhas primeiras tentativas. Mas agora é isso mesmo o que eu vi. Dareen ainda disse mais uma coisa... — Ele se calou e lembrou do oráculo e de sua aparição.

— O que foi?

— Que haveria duas possibilidades de quebrar o feitiço no portal de Noroelle: com a ajuda da ampulheta ou de uma pedra alba. Eu pensei muito sobre isso e me pergunto se, na verdade, também não precisaremos do vidro além da areia.

— Vamos primeiro encontrar essa paisagem. A imagem é maravilhosa. Onde pode ser isso?

— No meu caminho até aqui procurei encontrar o lugar. E perguntei a marinheiros se eles o conhecem. Mas não tive êxito. Estou tão feliz que vocês estejam aqui.

— Esse quadro vai nos ajudar. Junto com os grãos de areia, devemos conseguir encontrar essa ilha. — Farodin foi até bem perto da pintura. — Eu me pergunto se isso aqui é um lago ou o mar.

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